quarta-feira, 19 de junho de 2013

A vida as vezes toma um rumo tão estranho, mas que na verdade, se olharmos bem lá dentro de nós, descobrimos que já sabíamos que seria assim...

E hoje eu consigo respirar...
Mente, se cure, Mente...
Tempo, tempo, tempo..
Eu nada quero, só preciso respirar calmamente
respirar
só...


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Estou perdida novamente. Ou melhor, nunca deixei de estar, porém, hoje sinto o vazio me sugar de todas as maneiras, puxar meus pés, tremer o chão, amolecer todos os meus membros, fazendo com eu não consiga fazer nada além de me deitar na cama, ou permanecer em posição fetal no chão de meu quarto. Não é mais aquele desespero que um dia me fez querer gritar e destruir tudo, é um silêncio, um desejo por não fazer parte de nada. Eu nunca quis fazer parte de nada, eu nunca quis ser nada disso! A verdade é que eu quis tão pouco...
Paz, paz, paz, por que você se esconde tanto? Por que fugir assim de mim? 

domingo, 16 de setembro de 2012


Eu sinto a vertigem em meus ouvidos
Minhas mãos estão inchadas
Como se fossem balões
E a visão luzente, como se estivesse febril
Nada que não tenha se passado antes
E no entanto o precipício se encontra tão próximo
Que o mais trivial dos acontecimentos balança todo o meu ser

Despedi-me do amor na noite passada
Resignei-me diante de todos os últimos 12 meses
E me calei por todas as lágrimas
Numa falsa e equivoca esperança:
Vai ficar tudo bem

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Quais são as ações corretas pra eu atingir meu paraíso?
E quais são as palavras perfeitas que te façam ir comigo e me levem contigo
pr´aquela casa no campo?
Mas estamos tão cansados!
Estamos sempre tão calados!

Quem dera eu te explicasse o quão ausente estou em mim mesma!
Quisera os teus abraços e confessor meu medo do vazio onde tu não te encontras!
Mas ao contrário,
Eu choro!
E assustada,
Eu corro!

Nós estragamos tudo...

Quais são as ações corretas que acalmem nossos corações?
E quais são as palavras mágicas pra desatar o nó que me prendeu a ti?
Ele caminha pelas horas
Ele volta no ontem
Mas vive no amanhã

Ele deita na cama
Ele flutua no céu
Não há não
Não há sim
Há ele enganando o tempo
Provocando as estrelas
Sorrindo para a lua

Conceito é besteira
A certeza está na alma
A graça está na música
E o amor está nele

Enquanto corre de um lado para o outro
De um ano para o anterior
Enquanto muda
E muda novamente
E troca
E re-troca
Eu espero
Como a ......? wht?

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Eu posso passar horas e horas e horas pensando em você, mas não sou mais capaz de encara-lo por sequer um segundo. Não sei como consertar a gente, ou talvez seja mais correto dizer, como consertar a minha visão em relação a nós. Acho que chega um ponto que simplesmente o sentimento desaba. Sem vento, sem força exterior alguma...
Penso que eu já não sei mais se estou no caminho certo, se tomei a decisão correta quando voltei atrás e literalmente corri para você, quando me deixou em frente a minha casa e eu chorei, ali na rua.
Tá tudo meio nebuloso dentro de mim, tudo emudecido. A culpa não é sua, não é de ninguém. Eu sempre confiei tanto em ti, e toda vez que entrava  em uma das minhas crises, era nos seus braços que eu queria cair. E tantas vezes o fiz, não é? Quantas vezes chorei em seu ombro e você passava seus delicados dedos em meu rosto enxugando as lágrimas...
Eu sou pesada demais. Sinto que me arrasto pelas ruas, pelo chão da casa, pela escada, pela cama. De novo eu não sei qual caminho seguir. E você sempre me diz que isso passa... e sorri bonito, e olha fundo nos meus olhos, e me abraça...
Eu não sei como é sentir para os outros, eu não sei como é amar pra você.
Desde o início o nosso silêncio nos aproximou, desde aquele sábado a noite, aquele 2 de outubro, que eu penso em você diariamente. Que eu amo você a cada respirar, e que eu o desejo a cada segundo, mais do que a minha própria sanidade. Eu não quero a consciência, se for pra perceber que não há mais você.
E você vai rir, e me chamar de boba. Eu sou mais uma apaixonada que não entende sobre a vida. E apesar de tudo eu agradeço por ter conhecido esse sentimento.
E conhecido você e todos os vocês que compõem o seu ser. Ter aprendido essa grande lição sobre o tempo, você vive no ontem, no hoje, no amanhã.
Mas eu não quero a sanidade, eu abro mão da consciência, eu desisto da memória, eu fujo da realidade, se ela não tiver você.






A complexidade que eu acho que há dentro de mim, a profundidade de um abismo que você nega a existência.... 

sexta-feira, 15 de junho de 2012


That´s me, sitting on a cold floor. Waiting for the sunset. Waiting for the past, that´s not coming back. I have memories, factory memories that I made in a glass of whiskey while the time was transforming me in a unsightly clown. No one realized death in the bottom of my eyes. While life runs through my fingers, I am just as calm as in the beginning . But time is frozen, and my soul is growing older, every second that passes.. Hope is slipping down the drain. 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Retorno ao ponto de minha partida
Em que nada sou, nada fui, nada serei
Retomo a estrada a lugar algum
Carregando o peso da existência de um sonho nulo
Um respirar incompleto
Exposto
Doente

E

Na cama vazia
A presença antiga
Do amor insano
A carência louca
De um peito aberto

Mas não há

Minha mente vaga
Meu corpo espasma
Até onde foi o poder da sua cura?
Na inocên
cia de um sorriso
No silêncio castigado
Buscando a certeza
Almejando o abrigo

Mas não há

E

Desacreditada
Incrédula
Os pés ancorados
Numa realidade crua.

Não há
Não há mais nada
Além disso
Isso...

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sento-me diante desta janela
Os carros lá fora aguardam o semáforo mudar do vermelho para o verde
Outros dão sorte de o encontrarem aberto,
Podendo seguir adiante com seus planos
Sem os poucos segundos de espera.
Penso para onde vão os motoristas com tanta pressa
Quem dera eu ainda possuísse vontades
E principalmente o desejo para consegui-las

Não sou como o mendigo pedindo alimento
Nem a prostituta parada na esquina
Sou a passiva
A que se encontra na bolha que jamais estoura
E resmunga palavras que não interessam a ninguém
Quem dera eu fosse tão leve, que pudesse ser arrastada pelo vento
Sentar-me numa nuvem e adormecer

Mas posso ouvir tão nitidamente a voz da realidade
E mesmo de portas fechadas, tenho a sensação que alguém entrará.

Deito-me na cama para escrever mais uma inutilidade
E apesar de uma escrava da linguagem eu ser
Não sei nomear o sentimento que se apodera de mim
Observo as palavras se repetirem, e repetirem, e repetirem
Até perderem o sentido
Como caminhar em círculos.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Passaram-se horas, ônibus, jogos
Passaram-se emoções, pessoas, águas, músicas
Passaram-se semanas, meses, anos
Terminaram construções, iniciaram viagens
Criaram linguagens, fizeram silêncio
Amarraram cadarços, compraram bicicletas
Fotografaram luas
Guardaram pinturas
Renovaram o guarda-roupa, limparam o porão
Venderam a casa, trocaram o carro
Asfaltaram a rua
Envenenaram o cachorro
Quebraram a televisão
Passaram-se cores, discos, marés
Fecharam-se portas, abriram-se salões
Ampliaram-se florestas

Viraram-se páginas
Ensurdeceram ouvidos.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Eu só quis não fugir
Permanecer no mesmo lugar por mais de 30 minutos
E conversar com a mesma pessoa, por quem sabe dois dias

Eu quis aparecer de frente pro sol
E me despir pouco a pouco
Sem nada a temer, e nada a julgar

Eu abri meus olhos
Quis ver o mundo e suas criaturas

Embriaguei-me de felicidade
Ausentei-me da realidade

segunda-feira, 26 de março de 2012

Você está sempre indo, nunca voltando
Eu não te alcanço
Eu não te ensino
Por que você não me vê?

Quando eu estou sozinha contigo
Eu me sinto em casa
Mas eu não pretendo mais
Eu não posso mais
Acreditar nessa mentira.
Eu não estou aqui
Na verdade eu nunca estive em lugar algum
Só uso palavras fáceis
Não escrevo contos
Nem cartas
Nem poemas
Não atendo o telefone
E nem componho canções

Me encontro aqui
Entre o não e o nunca
Entre a despedida e o para sempre
O ultimo palpitar do coração
O último piscar dos olhos

Não
Não
Não!

Eu não sou quem pensam quem sou!
Nem ao menos sei o que diabos faço aqui
Com ou sem ele
Tanto faz
Tanto fez

O chão despertou o meu sono
O colar despedaçou no mesmo instante em que o mundo virou nada
E o meu mundo girou ao contrário
E eu só envelheci

E queimei meus pés
E cerrei minhas mãos
Num ato desesperado por aquilo que me acalma

Mas não existe
Não existe
Não existe.

domingo, 18 de março de 2012

Meus Deus, eu não sei o que está acontecendo
Talvez eu esteja perdendo o controle que eu eu nunca tive
Apenas sonhei...
Meu Deus, aonde estou?
Por mais clichê que esta seja
Me faça ver.
Caminhei pelas ruas da cidade
Era noite
e então virou dia

O sol alimenta tudo
Ela me disse.

O que é o amor?
Ele me perguntou, como se ainda não soubesse.

Não há respostas
Eu finalmente vejo
Apenas nos olhos delas há uma verdade
Meio mentira

Há o não
Há o amor.

Cadê?


O alcool não
Não
Ele não responde
Ele não me esquece
Enquanto eu o ignoro

Eu vivo
enquanto ele acha que sente

sábado, 28 de janeiro de 2012

Sobre os planos que ficaram para traz, e as mentiras que afetaram todo um presente, acarretando num futuro incrédulo. Sobre as mágoas que tentamos não guardar, e o perdão que sai do fundo do coração, porém não altera a dor que ainda causa. Sobre os cafés e cigarros, cigarros e drinks, drinks e confissões. Noites viradas, manhãs ensolaradas, tardes sentadas imóveis no sofá. O tempo não volta. Os erros não foram cometidos sozinhos, e ao questionar minha sanidade, descobri o que não preciso. Me sinto só. dos pés a cabeça. Da mente ao coração. Como sempre foi durante toda a vida. Experimentei por alguns momentos a doçura da aceitação, do respeito, da reciprocidade. Para depois conhecer o sofrimento, que me derrubou por dias e dias nesta cama. Não resta mais nada, além de continuar. Não sobrou mais nada, além do amor e o desejo de alterar todos os últimos acontecimento, e voltar a ser o que era antes. Mas não cabe a mim. Mas não cabe a ninguém. Nem ao menos há a certeza do arrependimento. Se pelo menos quisesse mudar!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Eu dou o melhor que tenho
Pra tirar um sorriso dos seus lábios
Eu esqueço de mim
Pra ter forças e sair da cama pra te ver
Nem sei quem sou
Mas invento alguém que te agrade
Porque pela primeira vez
Eu tenho tanto a perder

Eu busco rimas tolas
E escrevo poemas que não são do meu estilo
Mesmo sabendo que você não lerá,
Me contento com a sua presença
Seja onde for

Eu caminho pelas ruas
Me perguntando até onde isso vai
Eu decido dar adeus
Eu planejo não sofrer
Mas a verdade é que ultrapassei a linha
E viciei na paz que só você me passa
E me determinei tão arduamente a te fazer feliz
Que eu não quero desistir...
Me sinto numa teia
Puxada por todos os lados
Dois Pés
Duas Mãos
Meus membros
Quase arrancados de meu corpo

Meus olhos traídos
Meu coração partido

Eu não sei em que estrada seguir
Sou minha pior inimiga

Enfio o dedo na ferida
Faço a ferida
Queimo a ferida

Se houver um tempo
Em que eu não boicote minhas próprias conquistas
Quem sabe eu serei feliz

Mas a dor faz parte de mim.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cá estava
Minha fonte de sanidade
Minha ilha secreta

Cá estava
A racionalidade, mesclada com a emoção

Estava o equilíbrio
A mão que me segura em meio a multidão

Cá estava
A alegria quase cobrindo o desespero

O cheiro doce que ainda permanece em mim

Mas cá estava...
Partiu ainda cedo

Cá estou

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Respire, vomite
Fale palavrões.
GRITE
Destrua tudo.
Arranque seu próprio cabelo.
Despeje essa angústia toda.
Nade, nade, nade
Não há mais tempo

Então corra
Ajeite as prateleiras
e as bagunce novamente
Jogue tudo pro alto
Abrace quem te faz bem

Chute o chão
Desfaça a cama
Aperte o vidro
Faça doer
Sofra, sofra, sofra
Até não haver mais dor

E quem sabe
Encontre alguma esperança
No meio da tempestade

Só não desista novamente...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

E eu percebi que você é o outro lado da balança. É você quem equilibra a minha vida.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sentimento demais
Janelas de menos
Alfabeto limitado
Fala silenciosa

Escuridão
Desigualdade entre os corpos
Olhos que não vêem
Pernas que não andam

Sofrimento
Estômagos não alimentados
Cabeças batendo no chão
Movimentos repetitivos

Injustiça
Tentam levar embora
a pureza
Nos olhos dela.
Anjo sem asas

27/12/11 O Dia da Bicicleta

Caminhei durante várias horas pelas ruas de Caiobá, com meus fones de ouvido no último volume. Sem ser capaz de escutar o som das ondas quebrando no mar, tampouco podia ouvir os carros passando, e as pessoas conversando. Via apenas a movimentação. Movimentação de lábios, de pneus, de águas, e dos meus próprios pés. Há tempos me sinto desmoronando. Abaixo de meu corpo, só o precípicio, que tão logo caírei. Almejo solidão, tanto quanto em outros dias desejei a companhia. Preciso ficar só. Prefiro ficar só. Por mais quanto tempo machucarei as pessoas a minha volta? Quantas vezes ainda, direi frases frias, e sem o mínimo de amor, para que aqueles que eu tanto me importo?

Eu quero ficar só.



Uma pequena retificação. Na verdade eu já estou só.
Lembro-me perfeitamente da primeira vez que o vi na madrugada de uma quinta-feira. Ele estava tocando violão em um ponto de ônibus com mais dois caras. Eram quase 4 horas da manhã. Eu estava bêbada. De saia vermelha, com uma blusinha de botão florida, verde. Ele, eu não lembro ao certo. A única certeza é que ele estava de shorts e camiseta. Demorei vários mêses para ve-lo de novo assim, pois na maior do tempo que se seguiu, fez frio. Curitiba é uma cidade escassa de noites quentes como aquela.
Naquela noite, justamente naquela noite, eu havia decidido parar com meus remédios. Confesso que meu intuito era beber, beber e beber. Não estava nos meus melhores dias, alias, quase nunca estive neles. Mas cheguei a pensar que trocar valium por alcool valia mais a pena. No entanto acabei trocando anti depressivos, pela esperança de um amor. O amor dele. Troquei uma droga por outra. Agora sofro de abstinência dupla. Mas é a falta dele que me mata.
Hoje estava assistindo a retrospectiva de 2011. Me perguntei aonde eu estava quando 60% daquilo tudo aconteceu. A resposta é: na cama. Na minha, na dele. Na minha nunca significava algo bom. Pois estava sozinha, em pânico, dopada de rivotril e valiun. Na dele, bem, quando eu estava com ele, eu até conseguia ver a luz no fim do túnel. Mas ainda assim, chorava antes de dormir, sem nem ao menos saber de onde vinha aquela agonia toda. Eu pensava estar feliz.
Foi no dia 2 de outubro a primeira vez que de fato conversamos. Estávamos ensaiando por vários e vários dias para fazer algo, mas foi apenas na noite do dia 2 que combinamos algo. Eu fiquei assistindo on line o Rock in Rio. Queria muito ver o show do Coldplay, então, no meio de uma música fui para a casa dele. Assistimos juntos quando tocou "Yellow", e depois vimos o clipe de "The Scientist". Quanta perfeição! Eu pensava. Eu sentia. Eu tremia. Havia esperado tanto por algo assim, mais forte que eu, e lá eu me encontrava. Com o cara mais incrível daqueles tempos. Conversamos e bebemos vinho, ele perguntava, eu respondia. Sempre fui tímida, e essa coisa de socialização não é muito o meu forte. Mas ele se esforçava tanto, que eu até consegui me 'soltar' um pouco. Não sei se pela bebida que ruborizava minha face, ou se pelo sorriso dele, que me encantava a cada instante. Eu me apaixonei desde a primeira vez, e não sei o que foi que ele sentiu. Se foi apenas minha suposta beleza, se foi minha pele macia, ou se foi apenas minha "meiguisse". Mas seja lá o que for, de alguma forma acabávamos sempre nos encontrando pelas ruas. Afinal, somos vizinhos. E por muitas e muitas noites dormi na casa dele. Ora seu colchão estava no centro do quarto, ora no canto, depois n´outro. Até que lá ele se estabilizou. Gostaria muito de falar sobre o quanto ele foi perfeito, sobre como foi lindo e espontâneo a primeira vez que ele me beijou em público, e como foi maravilhoso andar de mãos dadas com ele. Sempre fui apaixonada pelas pequenas coisas. Pequenas demonstrações de afeto. Carinhos. Com ele não tinha muito disso. Com ele não tem muito disso. Com ele sou eu quem ama mais. Ou talvez eu seja a única que ame. Tão pouco tempo, dirão alguns. Mas eu sempre fui assim... de me jogar naquilo que me faz bem. O problema é que hoje, dia 31/12/11. reveillon. Hoje nada me importa, hoje nada me faz feliz. Hoje sou tomada por nostalgia e dor. E saudade. Saudade. Saudade. Um dia ela ainda me derrotará.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Meus lábios
Não mais cerrados
Meus olhos
Não mais vidrados

Eu te vejo
Limpidamente
Não escuto sua voz
Mas posso ouvir
O bater

Meus pés
Agora calçados
Meus dedos
Tocando o céu

Eu posso te amar
E tudo que sou
Ou nada que sou
É teu

Nossos corpos
Buscaram descanso
Nossas almas
Calaram-se ao encontrar
O imenso porto
Seguro

A saudade
Não mais desespero
A saudade
A saudade
A saudade

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O tempo que você não dá mais a si mesmo
Não se deixa respirar, não se deixa estar
A paz que não há mais no coração
O amor, que veio novamente atordoando todo o seu ser

As vezes é preciso lembrar da força que outrora você teve
E resgata-la, do fundo da alma
E seguir adiante, como tantas vezes o fez,
Sem nem ao menos notar

Mesmo sem querer, você continuar na estrada
A mudança é inevitável.

Eu sinto saudade
As vezes penso que é tudo que tenho pra dar
Saudade do que nem chegou a terminar
Saudade do que nem chegou se despedir

O tempo está passando e passando
E se tornando passado, antes mesmo de ser aproveitado
E já se tornou memória,
E já se perdeu na história

E é só.
E não há mais nada

Não há sorrisos na rua,
Não há mãos para dar
Não há abraço que me segure

Não há flor para cheirar
Não há corpo para amar
Não há luz mais por aqui

Não há passos no corredor
Não há chuveiro ligado
Não há música na vitrola

Não há cortina aberta
Não há porta aberta
Não há presença na cama

Não há.

Não há livro emprestado
Não há pernas cruzadas
Não há toalha sobre o lençol

Não há.

Não há camisa xadrez
Não há frutas na tigela
Não há mais nada.

Não há cores nas paredes
Não há conversas ao telefone
Não há mais ele

Não há mais nós.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Se eu fizer um pedido
Uma única prece
Você me atenderia?

Você
se
afastaria
de
mim?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Hoje me dei o direito de chorar. Ouvir Tim Maia repetidamente e chorar. Chorar como se fosse o fim do mundo. O fim da graça. O fim do amor. O fim de tudo. Porque é assim que eu me sinto. Desesperada, angustiada. Sinto que tem algo na minha frente e que eu não consigo enxergar, e eu devo perceber isso, porque só assim poderei ser feliz.
Hoje decidi escrever sem me importar se vai rimar, se vai ficar bonito, se alguém vai ler. Hoje eu rezei, pedi a Deus que me mostre o caminho certo, porque eu tô andando em círculos e mais círculos. E perdi a segurança em mim mesma, deixei cair minha auto estima, minha graça. Minha estabilidade.
Hoje eu não me importo se acordarei com a cara inchada de tanto ter chorado. Hoje eu tô tentando acreditar em algo, acreditar que há a possibilidade de melhorar. E eu vou tentar todas as maneiras, inclusive as que eu já perdi a fé.
Hoje eu quero ter a certeza que antes eu tinha, hoje eu PRECISO da certeza que antes eu tinha. A certeza que me fazia dormir todas as noites, e acordar pelas manhãs.
Hoje eu preciso dos seus braços a minha volta, e do seu cheiro, e da sua respiração.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sobre as tantas experiências que não vivenciei
E as muitas pontes que atravessei
Não foram capazes de me coagir a ser uma nova pessoa

Mas mudo a cada instante?

No entanto, continuo sendo a mesma.
Em meus estados de espírito que variam conforme a música
Eu não sou quem sou.

As quatro paredes deste quarto
O cheiro que fica no travesseiro
Lágrimas que n´outro dia rolaram
Hoje eu não habito em mim
Hoje eu não pertenço a esta criatura na qual me movimento

É tudo mutação.
Inquietação.
Isolamento de portas e janelas abertas

Eu,
Que sempre calei quando precisei dizer.
E que gritei com lábios cerrados
E que implorei sem me ajoelhar
Por orgulho.

Mero ser vivo neste planeta que tão logo não existirá

Há tanto a ser dito
E eu não sei mais distinguir o certo do errado
Construí muros?

Inexistência de meu ser
Fraqueza nos meus sonhos

A vida é este mar a ir e vir
As ondas que nos jogam de um lado para o outro
E pra quê?

Meus vinte anos de derrota
Vinte invernos
Poucas primaveras.

Eu não habito em mim
Eu continuo sem saber
Quem sou.





segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Caminhei por tantas estradas
Olhei para tantos rostos
Me arrastei por tantas paredes
Lembro-me de poucos momentos de felicidade inocente
Mas significaram tanto

Eu não sei mais quem sou
Desconheço que parte de mim foi arrancada
Pois ainda possuo um coração

A vida passa em flashes diante dos meus olhos
E meus pés descalços não suportam mais ficar em pé

Aonde estão todos?

Cada vida tem um saco de vermes carregados nas costas
Cada vazio, é composto de inúmeras partículas
E o silêncio....
Ele não existe.

Nada é real.




sábado, 26 de novembro de 2011

Pego o resto da força que ainda me resta
Pra escrever esse poema, que pouco importará
A chuva cai lá fora
E gostaria imensamente que limpasse todo o meu ser
Mas não.

A loucura vai tomando conta de mim.
A solidão vem me acompanhando a tanto tempo
Solidão de sabe-se-lá o que.

Meus olhos cegados
Meus membros paralisados
Eu já não sei como ir.

Socorro
Eu não consigo mais andar sozinha.
Vejo o tempo passar, e passar, e passar
E eu continuo no mesmo lugar
Tentando a cada dia ajeitar o meu mundo
Mas é como o quarto
Que toda manhã é bagunçado.

Como explicar que nada mais faz sentido?
Se é dia, se é noite
Se faz sol ou chuva
Eu não sei qual parte de mim devo arrancar

Com uma gilete na mão, tento ter o mínimo de força.

Não tem mais ar
Não existe mais estrada a percorrer
E logo não haverá nem a mim mesma.






quinta-feira, 17 de novembro de 2011

As vezes é bom escrever coisas desconexas. Assim como dizer frases sem ligação alguma com a dita anteriormente. Eu particularmente, tenho muito esse costume. Não sei se minha mente pensa rapidamente, ou se simplesmente perco o interesse fácil demais. Não sei também porque estou dizendo isso, quando a razão de eu estar acordada até agora é que não paro de pensar em como conquista-lo. Eu sei. Bem mulhersinha, né?! Mas o que fazer? Eu não durmo mais, quando não estou deitada ao seu lado. Lembro-me dos detalhes de seu corpo, das pintas em suas costas, seus braços finos. E quase me desespero. De medo de perde-lo. Quando na verdade eu sei que não o possuo. Mas em tanto tempo, isso, esse relacionamento com ele, é o mais próximo de algo bom que tive. Sei que não devo me deixar levar assim. Mas ele me conquistou, e eu nem sei se tinha isso como objetivo, ou se simplesmente foi acontecendo. Não sei como ele reagiria. Não sei até onde vai. Afinal já estamos na reta final de novembro. Logo vem dezembro, festas de fim de ano. Férias de fim de ano. E então.... Ok, não quero ser pessimista. Tenho vontade de gritar pra Deus, que me deixe ficar com ele, que o faça se apaixonar por mim também. (apaixonar, eu disse mesmo isso?) Que nos torne perfeitos um para o outro, e que ele queira estar comigo tanto quanto eu desejo estar com ele. Você faria isso por mim, Deus?
Eu sinto
o vento
em
minha
face.

Deixo-me levar?
Exito em acreditar?

Tão raros momentos assim
Tão logo ele desaparecerá feito o arco íris desta tarde...

A música
que me diz:
"Não pare de nadar"





segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Só tenho escrito merdas ultimamente. Alias, só tenho feito merdas da minha vida, ultimamente. Não, ultimamente não. Desde sempre, penso eu. Nunca me dediquei a nada, de fato. Só aquele trabalho naquele festival de merda. Aquilo sim eu me dei por inteira. E que diferença faz? Esse peso na minha consciência por já ter 20 anos na cara e não ter feito porra nenhuma da vida. A gente passa tanto tempo sentindo, e lamuriando, e escrevendo inutilidades que ninguém nunca lerá, que se esquece de viver de verdade. E passa cada segundo, de cada hora de cada dia, se perguntando como poderia ser, porque assim não é nada. É um vazio. Uma bolha que você se enfiou dentro, e agora não há mais como sair. Um labirinto, você está preso num labirinto! Caminhos escuros, versos sem rimas. Céu sem cor. Que lugar é esse? Na verdade eu sabia que após sair da casa dele, assim que eu chegasse na minha, eu sentiria tanto a sua falta, que veria tudo desmoronar all-over-again. FUCKING-over-again.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

É você?

domingo, 23 de outubro de 2011

O sol agora ilumina outra parte do mundo
Que não é meu mundo

E todo meu amor não bastou para pessoa alguma ficar

Me encontro nesta caverna cheia de sombras que não são minhas

Olho para as ruas e apenas os carros se movimentam
Olho para as estrelas e elas nem mais estão ali.

As árvores quase são carregadas pelo forte vento que invadiu as nossas vidas
Eu olho para você e não quero dar adeus
Mas eu já me despedi há tanto tempo...

Restou-me a vaga certeza de que só há um caminho
Restou-me acreditar

Vai dar tudo certo, você me disse.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Carta para ele

Acordei inteiramente sua
Sentindo sua presença no outro lado da cama

Acordei inteiramente sua
Esperando ansiosamente pelo momento que o veria

Acordei inteiramente sua
Almejando o seu desejo incontrolável pelo meu corpo junto ao seu

Acordei inteiramente sua

E na rua paralela

Você

Acordou preguiçosamente sem lembrar-se de mim

Acordou silenciosamente abrindo a cortina branca que mal esconde o sol
Acordou com a certeza de um novo dia, tomou banho e foi trabalhar

Eu acordei inteiramente sua

Vaguei pela casa em busca da paz que eu já sentia
E eu nem sabia

Porque acordei inteiramente sua

E o tormento do balanço que me enoja
O equilíbrio eu só em ti encontro
Quando desesperada eu ti preciso

Mas você não acordou pensando nisso
Nem sequer lembrou-se dos meus braços a sua volta durante toda a madrugada

Eu acordei inteiramente sua

E enquanto o sol caminhava pelo céu
Haviam meus olhos perplexos observando as paredes brancas

Aguardando, inteiramente sua
A ligação que jamais viera

Eu acordei inteiramente sua

Mesmo sabendo que eu não sei nada além do que todos sabem
E eu nem sequer aprendo

Porque ao ser inteiramente sua
Eu ceguei meus olhos, e calei a minha boca
Meus pés enterrados na areia, eu não chego até você

Eu acordei inteiramente sua
Refém do seu sorriso e da sua voz

Eu esqueci... que antes eu fora inteiramente de um outro alguém

Meu coração navegando nesse mar vazio que machuca todas as feridas

É o mal e a cura
A cura e a dependência

Eu acordei inteiramente sua
E não quero mais chorar

Eu acordei inteiramente sua
E deito na cama
nessa noite
inteiramente
minha.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Aquelas coisas que ninguém descreve
Ninguém mais sente
Ninguém sabe o que é ser você
As palavras não nomeam
Os gestos não aparentam
A falta de lágrimas desespera.

A morte não vem e o dia não amanhece
Cadê minha mãe?
Cadê o sentido?
Não há ninguém na cama
Não há ninguém lá fora.

Por que eu?
Por que você?
Por que assim?
Não há porquê.
A vida segue,
As pessoas vão
As pessoas vem.

Pra quê?
Aonde?
Um novo mundo reinventar?
Sobre qual alicerce?
As dúvidas que rodeam
A culpa que amaldiçoa
O mar que não destroe tudo que deveria

Como ser alguém se não outro alguém?
Como roubar a dor dos outros que tanto dói na gente?
Pânico.
O que restou?
As lembranças alteradas pelo desespero
A vista borrada dos ventos que vieram tão fortes
A tempestade...
A nostalgia do que nem chegou a acontecer?
O que é foi real?
O que é foi mentira?
Não há mais nada.

Simplesmente a certeza de que hora ou outra amanhecerá
E hora ou outra....
Não será mais nada.



domingo, 25 de setembro de 2011

De repente me bateu um desejo de saber o que a vida me reserva lá fora.
Como será que será o amanhã?
Em que paisagens andarei?
De repente me bateu um sentimento lindo, com força pra abraçar dois mundos.
Como será que virá minhas pinturas?
Em que aconchego posarei?

sábado, 24 de setembro de 2011

Há muito tempo não escrevo. Hoje percebo que parei por pura insegurança, mesmo que ninguém leia este blog. Começo a pensar que tudo que faço é pela metade, pois, ao contrário do que pensava, nunca me entreguei inteiramente. Por medo? Acredito que sim. "Por que meu coração é tão triste?" Me perguntaram outro dia. Pois bem, eu não sei dizer. Sensibilidade demais, fraqueza demais. Talvez seja isso... ou talvez eu simplesmente tenha me acostumado a viver assim, nesse mundo incompleto, nessa terra onde ando perdida e de pés descalços, em meio a multidão de gigantes. Devo dizer que muitas e muitas vezes acreditei que fosse melhorar.... mas isso parece fazer parte de mim, estar no sangue, não sei. Eu não sei de onde vem toda essa dor. Sinto falta dele, claro. Me sinto sozinha, também. Mais sozinha do que nunca. Mas não tenho feito muita coisa pra mudar isso. Vejo tudo de forma exagerada, transformo um virar de olhos, numa tempestade. Tudo me desespera, e me faz perder o chão. Por isso a dificuldade em sair de casa. E não vou a lugar algum que não tenha a certeza de que se precisar sair, se precisar voltar para o meu quarto, para a minha casa, eu consigo fazer sozinha, sem depender de ninguém. Acho que não confio nas pessoas..

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A fogueira feita dos pedaços de madeira secas
Mas nada aquece.
Nada me aquece.
O frio toma conta de todo o meu ser.
Minhas mão trêmulas
Meus pés congelados.
Não saio do lugar.
Encolhida, sob um cobertor feito de sóis
Abaixo de mim
Há apenas o precipício
Ora caio,
Ora levanto.
Haverão diários arremessados ao fogo?

Como pedra, as vezes não sinto nada
Sei que existo.
Mas isso não chega a ser uma dádiva.
E que pecado cometo ao querer tirar minha própria vida?
Como flores no jardim,
Vulneráveis ao vento, vulneráveis a tudo.

Uma única pétala,
Em meio a tantas outras.
E não há nada de diferente, não exteriormente
Mas ela está em eterna mutação.
E quão longo é o processo de auto conhecimento.
Quão distante é a estrada?
Para mim, as vezes, ela chegou ao fim.

E como é importante saber o nome.
Disso, daquilo.
Deste mal que abala minha mente,
Que me faz transbordar de emoções
Cujas denominações eu já nem sei dar?
E que monstro é esse, de oito patas
Que insiste em criar teias em minha garganta
E se alimentar de minha própria saliva?

Que zumbido é esse, que a todo instante
Me tira do silêncio que tanto admirei.
O mesmo silêncio que hoje temo
Como quem teme um furacão?
O furacão que já destruiu todos os meu alicerces
E levou tudo que um dia eu fui.
Sem restar nada?

Incerto o futuro
Que eu já nem penso mais.
Meus tormentos, hoje tão pequenos
E no entanto, tão profundos.

Com um último suspiro,
Eu pergunto, o que será de mim?
Mera criatura.
Sonhadora eu também já fui.
Apreciadora das belezas da vida.
Das sutilezas dos gestos.
Com um último suspiro,
Eu me pergunto, o que será de mim?




sexta-feira, 1 de julho de 2011

Mais uma etapa em minha vida. Onde vomito aranhas engasgadas em minha garganta.
Mais uma etapa, talvez a mais critica de todos que passei.
Remédios e mais remédios.
Me olho no espelho, e adivinha?! Quem sou eu?
Como foi que cheguei a este ponto?
Larguei tudo, pra não dizer que desistir tudo.
E alguém por favor me diz o que é que eu tenho? Médicos tem disso, né. Vão nos ouvindo e ouvindo, e depois ficam receitando umas droguinhas em cápsulas.
Confesso que estou atordoada.





Enfim, fica um trecho do livro Cancioneiro de Fernando Pessoa, que estou lendo.


"Ah, como esta hora é velha!... e todas as naus partiram!
Na praia só um cabo morto e uns restos de vela falam
De longe, das horas do Sul, de onde os nossos sonhos tiram
Aquela angústia de sonhar mais que até pra si calam....

O palácio está em ruínas... Dói ver no parque o abandono
Da fonte sem repuxo... Ninguém ergue o olhar da estrada
E sente saudade de si ante aquele lugar-Outono....
Esta paisagem é um manuscrito com a frase mais bela cortada.... "

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Relato

Tudo começou no final do ano de 2010. Não exatamente tudo, mas grande parte do problema veio a tona quando parei de tomar Fluoxetina. Ah, antes de escrever mais, quero deixar claro, que este relato não visa palavras bonitas, tampouco a aprovação de alguém. Enfim, foi em novembro de 2010 que a casa caiu. A casa dentro de mim. Os alicerces que me prendiam ao chão romperam-se, e assim, eu desmoronei das alturas. E que altura! Várias vezes cheguei bêbada em casa, alias, era algo que eu adorava fazer, beber. Hoje não mais, mas naquele tempo... Anyway, ao chegar em casa, me desesperava com a solidão. Pensava que era feia, que ninguém me queria, que jamais seria feliz. Me entupi de remédios várias e várias vezes. Foi numa sexta feira que o efeito foi realmente forte. Acordei sem acordar, e inclusive, havia escrito uma carta de despedida. Acordei pensando que estava morta. Mas o enjoo anunciava que não. Eu havia sobrevivido a mais uma tentativa de suicídio, porém desta vez teve consequências. Eu tinha compromisso na parte da tarde, e passei o dia vomitando verde, devido as capsulas dos remédios. Meu amigo Vitor foi me buscar de carro para irmos até o shopping, e tudo girava em minha volta. Tive que pedir a ele que parasse para que eu vomitasse. A gosma verde novamente. Arranjei uma desculpa qualquer... comida estragada, porre. Depois disso, decidi que esta seria a ultima vez. E foi. Por uns meses. Neste ano, 2011, voltei pra Florianópolis após longas férias de verão, cheias de problemas, dentro e fora de mim. É importante dizer que sempre fui meio deprimida, temperamental, senti tudo sem excesso em toda minha vida. Comecei o ano com o mínimo de empolgação, porém tinha lá meus planos. Mas adivinhem o que fiz? Tentei me matar mais, no mínimo duas vezes. Sentindo-me inútil, triste, abandonada, sozinha. Deus, como me sentia sozinha! Como desejava cair nos braços de alguém e ficar lá para sempre. Mas não havia ninguém pra me segurar. Nessas horas somos nós contra nós mesmos, não importa o que os outros digam, não importa os amigos. Não importa que tu tente mudar de ares, conhecer gente nova. Há esse vazio que nunca foi e nunca será preenchido. (falo por mim). Há cerca de dois meses começaram as crises de pânico. Não conseguia estudar, não conseguia ver meus amigos, não conseguia falar, por achar que era tudo estupidez e saber que eu não sabia nada. Eu não tinha opinião... creio que ainda não tenha. Enfim. Cansei desta história.
Acordara cedo nesta manhã ainda não ensolarada. Alias, nem havia amanhecido e alias, mal ela havia dormido. Sentou-se na sacada e fumou o cigarro mais lento de sua vida, observando o iniciar das atividades matinais de grande parte da população dessa pequena cidade. Passavam pela rua ônibus e caminhões acelerados. Caía brevemente uma garoa.
Fumou o cigarro mais lento de sua vida, pensando em como não pensar, sentindo como se nada sentisse.
Minutos se passaram, e o frio começara a gelar suas extremidades e ao fumar o cigarro mais lento de sua vida, cogitara a hipótese de se jogar por entre o vidro que faltava na sacada. Alias nunca ela havia reparado que não havia ali vidro. Nas tantas vezes que sentou-se lá fora para fumar um cigarro escondido, não lentamente, mas como uma chaminé, nunca havia percebido a ausência daquele vidro. É um sinal? Perguntou-se. Não. Sinais não existem e bem sabe ela. Ainda mais para essas coisas, brincara consigo mesma. Jamais seria capaz de cometer suicídio. Não por ela, mas pela promessa que fizera para a mãe.
Acordara cedo nesta quase manhã, desta quase vida. Fumou o cigarro mais lento de sua vida. Sem temer, sem nem sequer prever a catástrofe que era eminente em grande parte de seus dias.

terça-feira, 21 de junho de 2011

O que é este blog? Para que serve? Estou a um passo de destruí-lo. Estou a um passo de destruir-me. Pego-me cansada tanto físico, quanto mentalmente. Nem meu sonho de sair conhecer o mundo me empolga. Tudo me deprime. Tudo tornou-se insípido a mim. Para onde vou? Tanto faz. Milhões de pessoas e uma só me compreendeu. Será que sua paciência cessou? Quem é que aguenta uma criatura como eu por tanto tempo. Logo virá a decepção, que ambos conhecemos. Logo será tão bobo pensar no passado. E tão triste esperar sabendo que não virá. Nós não nos conheceremos tão bem, pois isto é impossível. Não teremos o prazer de ter prazer juntos. Não seremos próximos, não estares juntos. E só. Assim como você prevê, eu sei também. E como dizer as coisas, que você diz antes, e eu penso igual? Será entendido como calúnia? Me julgarás pelo meu temperamento frágil, e meu instinto ciumento? O que eu sei é que não me guiarás para casas. Não verás meus olhos piscarem, e nem tocarás em minha mão. Eu, que espero sem esperar. Aonde foi a minha cota de esperança?

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Meus frutos caíram
Após o outono passar.
Murchos, e sem vida.
Apodrecidos no gramado seco.

Meus frutos caíram
Queimados pela geada que está a caminho.
As folhas secas pisoteadas pelos pés gigantes
dos caminhantes solitários.

Meus frutos caíram
Insípidos aos homens
Intocável a mim.

Meus frutos caíram
E eu já não tenho nada.
Incompreendida a mim
Calada aos outros.

Meus frutos caíram
Podres por dentro,
Podres por fora.

Semeados sem seiva
Colhidos tarde demais
Meus frutos caíram
E eu não me restou nada.
Nada,
nada.

sábado, 18 de junho de 2011

Como folhas no outono.
Minha vida de papel sendo jogada pelos ventos do sul.
Para onde vou, ainda não sei.
Tampouco se fico para assistir ao enredo
Que já sei de cor.

Há a promessa dentro de mim
Meu coração que grita
Minha alma que foge de meu corpo.
Não sou mais eu.
Sou tanto
E não sou mais nada.

Caminho por essa estrada que vão ao labirinto
De memórias,
De histórias
De vidas que nem cheguei a ser.

E por horas me deparo em meio a imensidão
de meu quase existir.
Meu lado humano
Com instinto apenas para sobreviver.

Até onde foi a minha fé?
Até que lares foi dormir a minha paz?

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O que é? O que foi?
Há esse vazio, do que eu nem cheguei a ser
Uma vida pela metade
Um discurso interrompido.

No altar das coisas fúnebres
Foi esquecido o meu sangue.
Num cemitério assombrado
Minha alma parecer vagar
e vagar
e vagar.
Como uma errante
Em busca de um pouco de paz.
E sabendo que jamais encontrará o barco que lhe guiará para casa
Busca nadar
e nadar
e nadar.
Para chegar ao fundo e encontrar a cidade perdida.
Num céu de estrelas que nunca morreram.
E numa flor que jamais desabrochará.

O silêncio alucinante
Hoje hipnotiza.
Os olhos parados, sem vida, sem esperança.
Com um copo de vodka, que jamais a deixarão beber.
Num mar de rosas, que tão logo tornar-se-a areia movediça.

E a abelha nem sempre encontra a janela, para sair do tão pequeno quarto.
Ela voa
e voa
e voa.
E cansada, desiste,
aguardando a morte, que parece
Nunca chegar.


sábado, 4 de junho de 2011

Retorno aqui para tentar aquietar o coração. Ele, que tanto insiste em bater fortemente. Sinto-o enlouquecido, pulsando em minhas veias do pescoço. Até quando dura a força humana? Será que somos todos igualmente fortes? Pois eu me sinto um inseto diante de toda essa gente grande. Elas, as pessoas, me assustam. De fato. Mas não que eu tema ser esmagada pelos seus pés gigantes, Eu temo, como quem teme o fim.
Somos movidos pela força ou pela fraqueza? Quem dera agíssemos com a mente em paz. O mundo totalmente diferente. Eu me assusto ao ver para onde vão as pessoas.

"não é que eu odeie as pessoas, eu apenas as prefiro longe"
(Bukowski)
Hoje me bateu um desejo de escrever, seja qualquer besteira, seja qualquer coisa séria. Desejo este que pensei estar adormecido, assim como meu desejo de viver. Mas esta manhã o sol amanheceu ainda mais bonito, e o céu azulado como jamais o vira. Sinto, dentro de mim que o mundo, a natureza me diz para acordar, para sair deste doloroso sono e retomar a minha caminhada, mesmo que tenha que cruzar montanhas. Mesmo que haja muros diante de mim.
Levanto-me da cama, coloco as lentes, lavo o meu rosto e subo até a cozinha. Percebo o delicioso cheiro de café, e conformo me aproximo do fogão, ele aumenta, aguçando o meu vício, e sigo quase que instintivamente atrás de uma xícara, para então derramar dentro dela este líquido marrom que tanto aprecio.
Sento-me na varanda, como estivesse numa ladeira. Mas desta vez sei que não despencarei. Acendo um cigarro e o fumo, tomando meu café.
Estou ansiosa, tenho tanto a expressas, tanto a dizer, porém ainda não inventaram as palavras necessárias. E, infelizmente, me sento aqui a aguardar a minha próxima recaída, como o metereologista que prevê a tempestade a caminho.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A noite vai chegando
Meu coração apertado, sentindo tudo
E não sentindo nada.
Vejo bolas de sabão
Saindo da sacada abaixo da minha.
Ascendo mais um cigarro,
É a minha última carteira.
Amanhã será um novo dia...
Ah, o amanhã...
Não tenho esperanças com a alma
Porém a mente insiste em dizer que há algo por aí.
O céu escuro
Tão escuro quanto o futuro diante dos meus olhos.
Tão vazio,
quanto o castelo a minha volta.
Escuto a mesma música
de novo,
de novo e
de novo.
Porém ela não acalma esse silêncio atordoante
Minha boca quer fechar
Meu coração quer parar de bater.
Como mover as pernas?
As lindas mulheres caminha pelas ruas,
indo a festas?
indo comprar roupas...
E eu parada
assistindo a tudo,
sem mover um dedo.
Quem dera pudesse mudar de canal.
Quem dera houvesse de fato outra visão.
Mas não,
Não pra mim.
Eu que perdi tudo, sem ter tido nada.
Eu que sonhei com um futuro
sabendo que ele jamais chegaria.
Pois fora enterrado a sete palmos,
E eu não soube dar nada de mim.
Egoísta como sou
Nem o meu nome quero dizer.
Se depender de mim,
Este quarto será meu túmulo
E não,
Não quero ser amada.

terça-feira, 31 de maio de 2011

O silêncio atordoado, e a mente solitária
O balanço parado, e a criança distante
O bar está vazio, pois o o álcool evaporou...

Houve um dia em que o rei declarou paz
Mas o povo se rebelou alegando tédio.

Houve um tempo em que as flores brotavam nos quintais
Mas o furacão levou tudo.

E ainda hoje o vento arranca galho por galho da árvore que plantamos.

Nada cresce.

Houve um tempo em que a cidade era limpa,
O sol não se escondia por detrás dos prédios
E os muros não eram inabaláveis.

Houve um tempo em que todos subiam o morro
Para avistar a beleza da pequena vila
Hoje não se alcança o mar

Houve um tempo em que os idosos caminhavam pelas ruas
E os namorados se beijavam a luz do luar.
Foi na mesma época em que cavalos eram livres
E mesmo na escuridão da noite, podia-se ver tudo claramente.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Como se em 24 horas coubessem 10 dias e em 10 dias houvessem apenas estradas verticais, e um único elevador.
Ou você para no topo, ou é atirado ao fundo.
Como se eu um único dia vivessem 10 semanas.
E em 10 semanas, haveriam 10 aves que voam sempre na mesma direção, apenas mudando a altura.
Como se a altura fosse torta.
Quem sabe não há espaço para a gravidade,
e quem sabe os sonhos sejam apenas um meio de sair da inércia.
A realidade não alimenta a alma.
A alma não basta pro coração bater.
E sem o coração, a alma se perde.
Quando não houve calor, a alma cessou.
E no gélido frio, o cachorro se escondeu por debaixo dos jornais.
Jornais que mentiam o dia, o mês e o ano.
Escritas que não dizem nada, silêncios que abençoam amores destinados a morrer em menos de 24 horas.
Força que se busca, apego ao passado por não haver nada pra lutar no presente.
A música que toca, toca, toca.
Os dedos que se movimentam arriscando palavras, tentando expressar o sentimentos, que esse desejo da alma, do corpo, do coração ou do espírito, de falar, de gritar bem alto,
para que eu mesma aceite,
para que eu mesma respeite...
Esse sopro que faz o coração.
Ele tenta por mim, pois as forças da mente cessaram.
O brilho no olhar já não há.
A porta se fechou, as janelas foram cadeadas.
Ora branco,
ora preto.
Ora eu ,
ora nada.
O mar que me desafia a adentra-lo.
O homem que me diz não vá.
Como se houvessem 365 horas em 7 dias da semana.
Como se coubesse 7 bilhões de vidas em apenas 24 horas por dia.
Cada um por si.
Contanto as 24 horas de cada uma das 7 bilhões de vida...
seriam 168 bilhões de horas.

domingo, 29 de maio de 2011

Durante muito tempo tudo o que eu tinha a dizer era "eu não sei..."
Por tantas horas refleti sobre o que eu sabia, interiormente e exteriormente.
Chegando a mesma conclusão, vez após vez, eu não sei, nunca soube, e acredito que jamais saberei!
Mas quem é que vai dizer?
Qual é o critério utilizado para medir a sabedoria de alguém?
E se Einstein por acaso inventou um "sabedômetro", e, vendo a desigualdade que este causaria, destruiu o aparelho?
Sócrates sabia o quão gênio foi ao dizer "Sei que nada sei" ?
Idolatrado, admirado... É bonito não saber nada? Ser puro ou ser forte e guerreiro.
Experiente ou Aprendiz?
Mas como se julga quem sabe mais e quem sabe menos?
Como decifrar os sinais que nossos atos emitem a cada batida do coração, que chora, que se esforça, para que os anos se extendam,
com a solitária presença de mais uma alma na terra, destinada a aprender mais, e mais, e mais?
O cansaço vem, e ainda há lições pra se aprender, muito maiores do que física e geografia.
Há sentimentos. E isso não se ensina nas escolas.
'Sei que nada sei' sobre o sentimento alheio. Mal sei sobre o meu,
e suponho que o deles, a emoção que eles sentem, seja parecidas com a minha.
Mas ainda assim, só eu chorei quando o cachorro morreu.
E só eu dei um prato de comida ao senhor magro que bateu a minha porta.
Nós vivemos tanto, que as vezes esquecemos das coisas mais simples, das pequenas maravilhas do dia-a-dia,
e principalmente,
do poder que temos de animar o dia de alguém.
Receber um sorriso alheio, com os olhos vidrados em ti.
Não consigo pensar em nada que valha tanto....


Um Sorriso Para Um Sorriso.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Os insetos entraram em meu quarto.
Como falar?

sábado, 30 de abril de 2011

E se eu for duas pessoas?
E se houver duas almas em mim...
O brilho e a escuridão
O silêncio que me acalma e me enlouquece.
E se eu for a fuga e o meu próprio precipício?
A voz calma que me faz dormir
e o trovão que me ensurdece.
E se eu me perco no labirinto de mim?
E se eu me acho na imensidão do meu outro?
O meu vício na explicação
O meu amor pelo incompreensivel
E se eu for duas pessoas?
E se eu quebrar a casa e destruir as ruas
Ignorando o olhar atento do meu julgamento?
O que é que você fará?

quinta-feira, 28 de abril de 2011

eu me lembro do dia em que a professora disse a nós, os alunos, para levarmos nossos bichinhos de extimação a escola. Não sei ao certo se levei meu hamster ou minha cadelinha chamada "Meg". Mas me lembro perfeitamente do sentimento ao qual experimentei. Achei o máximo.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Temporal... escuto barulhos estranhos. Subo as escadas, ligo as luzes, abro a porta. Encontro um rolo de papel higiênico pendurado nos varais. Voando. Poético. O vento formando pequenas ondas na água da piscina, derrubando tudo. Noite longa ao som da chuva forte que cai lá fora. Noite triste ao ver chorar quem só merece amor. Eu continuo aqui, a zelar pelo sono de minha irmã. Amanhã é um novo dia. Eu trocaria de lugar, se assim pudesse.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Meu Deus, o que foi que eu me tornei?
Feita de aço, e no entanto sensível como um bebê.
Aonde está a agulha pra eu estourar esta bolha que criei a minha volta...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Saudade de quem eu era... de quem eu era sem saber que eu fui. Saudade da inocência... e eu nem sabia que era tão pura.Saudade do céu que eu via sem ter noção do quão azul era....
Saudade das sombras que eu sentia, e do medo que eu vivia...
Saudade de quanto era tudo tão simples e de quando eu sabia colocar em palavras isso tudo que eu sinto, sem nem ao menos saber se é de fato possível sentir. Sem saber se é insanidade ou se é apenas fruto de tudo que eu vivi..
Saudade de sentir a presença daquela alguém que desapareceu, como um dia de sol que é escondido pelas nuvens .... e na manhã seguinte os raios já não são mais os mesmos.
Saudades de chorar sem me importar se é dia, se é noite, se faz sentido, se ninguém vai entender.... saudade de te ver, de te abraçar, sem saber qual será a próxima vez...
saudade de amar, mesmo sabendo que não é recíproco
Saudade de sentir, de mandar a merda o que quer que contrarie o que quer que eu pense com essa cabeça qualquer
Saudade de tudo o que eu não fui, tudo que eu amei pela metade, tudo que eu poderia ter sonhado e conseguido
SAUDADE de sabe-se de lá de quê...
saudade de destruir o mundo por amor

terça-feira, 5 de abril de 2011

Eu o vi caminhando ao longe, como quem tenta se prender ao chão, como quem se perde em sonhos diurnos.
Eu o vi movimentando os pés, um na frente do outro.
O vento tocando-lhe o cabelo, suas mãos batendo na perna, seguindo um ritmo que só existia em sua mente.
Eu o vi se perdendo no trevo logo em frente. Virando a esquerda, ao invés da direita, sem saber bem porque.
Eu o vi respirar areia, assoprando pra sair, tossindo pra não se afogar.
Eu o vi rastejando por pedras atrás de uma flor lilás, pura apenas para seus olhos, e imune apenas para seu toque.
Eu o vi rezar para que a praga fosse embora e deixasse seus morangos crescerem.
Destruiu muros, construiu cataventos.
Perdeu-se no tempo, calou-se de ouvir. Machucou-se por cegueira.
Eu o vi sentado na praia, cavando um túnel que chegaria no Japão, pra de lá ir para a Lua.
Eu o escutei quando disse que foi pescar peixes num aquário, e que as verdadeiras aves não estão no céu.
Eu o vi fugindo de casa, correndo pra terra.
Compondo uma canção que jamais seria ouvida a não ser por mim.
Que me escondia tão bem por detrás de sua sombra...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, silêncio, 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silêncio, silêncio, silêncio...

Lamento, mas acho que é só o que eu tenho a oferecer.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Eu achei que mudando de casa, mudaria também os ares. Achei que tendo uma nova vista, eu teria uma nova percepção de vida. Achei que uma cozinha maior me animaria a comer direito, e um quarto só meu me ajudaria a organizar a mente. Pensei que uma escrivaninha me convidasse aos estudos, e uma confortável poltrona me tirasse da cama. Achei do fundo do meu coração, que uma nova rua me levasse a um novo lugar, e que a árvore plantada fosse de fato purificar meu corpo. Mas o novo só é novo no princípio. Logo encontramos as mesmas velhas características na parede limpa. É tudo sempre a mesma coisa.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Vontade de voltar, voltar o máximo possível. Nascer de novo, crescer de outra maneira, ser outra pessoa, me abrir ao mundo. Vontade de recomeçar, não ser mais eu, não ser mais essas pessoas conhecidas. Vontade de voltaaaaaaaaar!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Cá estamos nós, meros seres humanos, meros aprendizes. Em uma vida, a única, quem sabe, ou apenas uma das tantas, mas quem é que tem as respostas que tanto necessitei? Algumas pessoas dizem sim, outras não, outras talvez. Por que é que eu ainda prefiro as respostas caladas as que de fato argumentam? Eu não sei quem sou, e tampouco sei a razão pela qual me sinto assim. Penso que desisti dos que correm. Penso que desisti de procurar por algo. Apenas espero. É tempo de aceitação, tempo de incoerência, tempo de incompreensão e solidão. Não há aqui nada que me faça sorrir por um dia. Eu simplesmente sento, diante desde computador e escrevo, como há meses não fazia. Não me importo em ver a vida passar. Como uma espectadora da minha própria arte... eu nem sei mais que parte de mim me faz viver. Mas continuo por essa estrada que me parece tão longa e tenebrosa, nesses dias que escondem o sol, e nesses sois que não iluminam meu corpo. Mudo por aqui, mudo por lá, levada pela maré, guiada pelo vento. Perdendo o chão sob meus pés e ainda assim não tocando o infinito. A abelha voa pelo mesmo quarto que eu me escondo. Meus cabelos crescem sem que eu note, meu coração esfria e só me dou conta quando paro de contar o tempo. Que alguém me impeça de me tornar a pessoa que sempre temi ser, mas eu não quero ser salva.

sexta-feira, 4 de março de 2011

é como se fosse vital. é como se escrever em forma de texto mudasse a relevância da poesia. é como se um cara de boa aparência e aparentemente de boa índole, pudesse preencher o vazio que você (maicon) deixou. é como se houvesse um jeito, como se houvesse esperança para que isso.... assim, sem nome, tivesse cura. é como se um dia fosse ficar tudo bem....

mas só o que resta é saudade, independente das poesias rasgadas numa sacola de lixo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Há um ponto na vida, em que a felicidade já não importa tanto. Tudo que você deseja é não sofrer. E acho que é neste momento em que se escolhe entre fugir da vida ou sair de casa e encarar os dias que se seguem, arranjar novas responsabilidades e priorizar você mesmo. Expectativa é o que estraga nossas noites. E o amor... é a minha ruína. Não vou me apaixonar.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

I sit here, by myself
Thinking about all the things you told me.
I try to remember your face
But it's starting to be confused
And I don't really know how was your smile, anymore.
I miss you as much I need a home.
I need you as much I miss home.
You're not coming back.

O silêncio presencia mais um ato devastador,
Os anjos recebem mais um companheiro de estrada.
Não há o que temer quando a chuva cai sobre todas as cabeças.
Não há do que fugir, senão da fuga em si.
A noite revela aquilo que quis se esconder.
O dia preserva o esconderijo dos que se amam.
A alma nega,
O corpo almeja.
O olfato sente,
A visão cega.
Não há porque haver coerência quando se trata de sonhos.
Não há terra firme quando parte de si morre.
E o mar destrói até os mais fortes alicerces.
E sem percebermos,
O tempo passa rapidamente,
Os vermes alimentam-se das corpos sob a terra,
As flores secam,
A asas quebram.
As fotos eternizam aquilo que um dia será esquecido.
Há em mim a saudade de tudo que toquei
Tudo que olhei
Tudo que sonhei.
Há em mim a certeza de que muito vi
E pouco me lembro.
Pois sem sair do quarto
Eu conheci o mundo.
Andei a beira da loucura,
Procurei o que não era para ser encontrado.

Há em mim um pouco de todos,
Todos que falei
Todos que esbarrei,
Todos que imaginei.
Há em mim um desejo de cruzar o limite,
De ouvir silêncios,
De cair em precípicios.

Há em mim uma ausência eterna
E tudo ainda é pouco,
Mesmo que eu ame cada pedaço desde universo.

Foi quando eu percebi
Que o desconforto que sentia
Era na verdade
Um desejo por solidão.
Não que eu não apreciasse as pessoas
Eu apenas necessitava,
Da minha companhia.

Foi quando eu aceitei
A minha loucura
Que o mundo exterior
Tornou-se tão desinteressante.
Pois de repente,
Não existia mais o cabo
Que ligava tudo a todos.
O ciclo quebrou-se
E nada dependia de nada mais
Para acontecer.
Penso, penso, penso, penso
Penso, penso, penso, penso
Penso, penso, penso, penso
Sinto, sinto, sinto, sinto
Sinto, sinto, sinto, sinto
Sinto, sinto, sinto, sinto
Haja cabeça,
Haja coração.
Dos olhos já não saem nada,
Assim como a resposta que ele deu
"Nada"
De que valem as poesias escritas?
Tudo provou-se delírio.

Dos olhos já não saem nada,
Na mente a certeza
de que poesias
são um nada!

E de nada valeu
As canções de amor que fiz,
De nada valeu...
Se a resposta dele
foi
"Nada".

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Uma das coisas que mais temo, é o não sentir. É a apatia com relação as coisas que deveriam nos fazer chorar, ou encher nossos olhos de brilho. A beleza da vida está nos nossos sentidos, e o que seriamos nós se não respondêssemos a eles?
Esta noite disse e ouvi palavras que jamais imaginei dizer, ou ouvir. Minha reação foi beber mais vodka e cerveja, já que me encontrava em uma festa. Não sei porque buscamos remédios que nos privam de sentir a coisa nua e cruamente. Talvez se encarássemos de uma vez, nos recuperaríamos rapidamente, como um doença quando tratada logo no início.
Bebi excessivamente, e não me lembro de ter sentido nada, exceto suas mãos pegando em minhas costas. Me esforço pra recordar o beijo que ele me deu, enquanto tocava "Ela é minha menina". E nada. Nada, assim como a resposta dele a minha pergunta. Estou apática, e odeio me sentir assim. Eu não sou de segurar lágrimas, se eles surgem, derramo-as mesmo. Soluço, me jogo no chão, escuto Radiohead. E a sensação que vem após este surto é deliciosa. Alivia a alma, limpa a mente. Eu não sou de fugir da dor. As vezes até procuro-a. Mas este silêncio dentro de mim grita mais do que o desespero.
Eu preciso chorar, por que as lágrimas não rolam?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Viro o espelho pra parede
Dou voltas no meu quarto
Escrevo cartas e invento mentiras
Só pra ver se eu sinto.

Viro o espelho pra parede
Esqueço de tudo que fiz
Limpo a maquiagem borrada
E aceito que eu não tenho nada a perder.

Viro o espelho pra parede
Me perco na cama, me esqueço de tudo
Apago as luzes e me escondo de mim.
Me escondo de mim, pra fugir de você.

That's ok.

Está tudo bem...
Se você a ama, se você a quer.
Está tudo bem...
Eu danço mais uma vez a música destinada a mim,
está tudo bem...
Está tudo bem,
Eu posso fingir a felicidade transbordando de mim,
Eu posso te olhar fingindo não me importar,
está tudo bem.
Eu posso dizer que nem ao menos me lembro
E posso simplesmente não citar o seu nome,
está tudo bem...
Está tudo bem,
chorar faz parte, sentir é vital.
Está tudo bem...
contanto que ela lhe faça feliz.
Está tudo bem.
Eu te esqueço, eu te apago.
Eu te mato da minha vida.
Está tudo bem...
Contanto que você sorria
contanto que você siga.
Está tudo bem.
Eu paro de sonhar,
seja de noite ou de dia.
Está tudo bem...
Eu não vou teimar,
Eu não vou explicar...
quem sabe um dia leias está humilde poesia
sem nem ao menos saber que foi escrita pra ti.
E estará tudo bem....
Contanto que esqueças meu nome
Contanto que ela lhe faça feliz.
Está tudo bem...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Procuro algo que me inspire
Que me faça escrever as mais lindas poesias
E no final do dia
Que eu esteja com um sorriso nos lábios
Procuro algo que me excite
Que me cure do sono constante em que vivo
E me ensine mais do que na teoria
Que ter medo, não é o melhor caminho
Procuro algo que me cure
Que me ensine a não mais chorar
E me faça desejar
Ser o melhor que posso ser
Apenas por mim.


domingo, 6 de fevereiro de 2011

Cai a chuva aqui
Será que ela cai aí também?
Será que ela molha igualmente o seu telhado?
As minhas plantas estão regadas
Lindas flores crescerão
Brinco de esquecer
E me escondo de você.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Um tanto quanta fraca
Eu me assisto vivendo a minha vida
Como assisto aos personagens que crio em minhas estórias
E se eu, meu personagem, fosse diferente?
Se tivesse outros gostos, se soubesse cantar
Vocês me amariam mais?
Eu me vejo caminhando por um corredor imenso com paredes brancas
As luzes vermelhas cegam meus olhos
O chão é como a areia, é pesado pra caminhar
Eu tento correr, mas minhas pernas mal se movem
Eu choro, mas lágrima alguma escorre
Não há ar, não há som.
Como o silêncio no qual nossa vida se tornou
Eu costumo me questionar
Se eu agisse diferente
Você teria ficado comigo até o resto da minha vida?

sábado, 8 de janeiro de 2011

o tempo é tão curto e a estrada é tão longa. que esse desejo de cair vá embora.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

as promessas

Bem, quando o relógio marcou meia noite, 00:00 horas do dia primeiro de janeiro de 2011, lá estavam as pessoas fazendo a contagem regressiva, 10, 9, 8, e eu parada, 7,6,5, homens pegando seus champagnes e os preparando para abrir, 4,3,2, eu me escondendo por trás de uma câmera, tirando fotos da minha família ansiosa e empolgada, UM. Inicia-se o show de luzes brilhando no céu. As pessoas se abraçam. Eu continuo com a câmera, fotografando, ora os fogos de artificio, ora registrando a emoção de meu irmão beijando sua namorada, os olhos de meus pais brilhando, a promessa de um novo ano, a esperança de que dessa vez a vida lhes sorrirá, e eles ficarão bem. Eu larguei a câmera, estava atrás de todos meus familiares, a maior parte de mim queria ficar sozinha, caminhar no lado contrario a eles, a outra queria abraço. Parei de piscar, tentando segurar as lágrimas que tanto desejavam sair de meus olhos. Não fez sentido. Eu olhei para o mar, e a lembrança que me assustou durante o ano inteiro foi substituída por uma sensação linda. Meu corpo estremeceu, e dessa vez por uma espécie de felicidade, como quando era criança e deitava em minha cama pra dormir, mas não conseguia nem sequer fechar meus olhos, meu corpo não parava. Eu dizia a mim que estava tão feliz, mas não havia um porque. Foi assim que me senti após os primeiros minutos deste novo ano. Me libertei da imagem assustadora dele adentrando no mar. Me libertei das noites em que chorei e dormi com as luzes acesas. E, após muito tempo tive esperança. Pulei as sete ondas, e fiz um pedido. Que haja paz, que eles fiquem bem. Pois assim, eu também ficarei.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

eu vejo as ruas da cidade
e elas já não levam pra lugar algum
eu lembro do teu sorriso
e ele me faz chorar

aonde você foi
navegando em alto mar?

faz quase um ano
e quando eu penso no tempo
eu desisto de tudo
quando eu decido falar
não há ninguém pra escutar

aonde você foi?
eu vou, finalmente tocar a música
a tua música
sobre a minha saudade
sobre a minha saudade
sobre a minha saudade

um ano, então.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Hoje eu não vou chorar
Hoje eu não vou-me embora
Hoje eu vou ficar exatamente aqui

Hoje eu não estou sozinha
Hoje eu acordei comigo
Hoje eu percebi que eu não preciso mais de ti

Hoje o céu está mais bonito
Hoje as luzes brilham mais
Hoje eu não espero, hoje eu não quero

Hoje eu não saí de casa
Hoje eu cantei no banho
Hoje eu sorri pra lua
Hoje está tudo bem, meu bem.

bom, escrevi isso, e fiz uma melodiasinha no violão, eu gostei.



sábado, 11 de dezembro de 2010

enquanto minha mente aqui estiver,
enquanto meu coração aqui bater
eis que eu continuarei pela estrada.
enquanto meus pés não se deslocarem deste quarto,
enquanto meu ar não ser trocado pelo de lá
eis que eu me manterei viva.
enquanto meus olhos não verem o abismo,
enquanto meus ouvidos não sentirem a vertigem
eis que eu permanecerei sã.
porque enquanto eu pensar que posso continuar,
enquanto eu acreditar na ponte que não há
e não imaginar escutar o rio a correr
eu ficarei bem, e bem aqui.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A folha vazia sobre a cama.
Outras tantas amassadas.
O clichê da saudade, sabe-se-lá-de-quê.
Necessidade de escrever, sabe-se-lá-o-porquê.
Palavras, uma após a outra, vírgulas, acentos e acertos,
Frases com pingos de lágrimas sobre o papel.
A caneta inclinada, o desejo de rabiscar, da carta a parede.
Levantar-se, gritar, chorar.
Rasgar as roupas, queimar as fotos, arrancar os móveis do lugar.
E finalmente perder-se no vazio que é o quarto,
a casa,
a cidade,
a vida.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Eu gosto é de loucura. De exagero. Perdição. Inconsciência. Os extremos me levam pra onde, de alguma forma, eu quero estar. Correr. Fugir. Gritar. Surpreender-me ao perceber que estou longe de casa. Questionar-me "pra que lado está a minha cama?". Seguir o risco como se fosse algo natural. Partir-me em duas sabendo que isso aconteceria cedo ou tarde. Quero gritar ao mundo que isso dói. Isso, sabe? Não. Porque nem eu mesma sei. É água e óleo, e eles não se misturam.
Pudera eu partir? Pudera eu alojar-me eu meu próprio quarto pra nunca mais sair? E se eu me deixasse sentir, ao invés de rir e conversar, fingindo estar presente?
É, cá estou. Na segunda carteira de cigarro. Em mais uma noite de insônia. E , logo, mais um dia sem nada.
Não quero ser responsável. Não quero estar em cima do muro por compreender ambos os lados. Será que realmente é necessário escolher por quem lutar? Se todas as causas são sentimentos... quem sou eu pra julgar?
Pudera eu sofrer de amor? Ou ao menos sentir um amor possível.... ir atrás, conquistá-lo. Mas e então?
Eu só quero desistir. Mas ao contrário do que todos pensam, desistir é difícil. Dá um puta trabalho, que é mais fácil seguir adiante. Apesar de.

A voz.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

não há mais nada
somente choros e rabiscos,
e as lembrança dos teus passos.
e só eu sei, e é pra você
e é de você e por você que eu sinto tanta saudade.

Quase 9 meses.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Aonde estará?
A estrela do céu refletida no mar.
Eu não pude te alcançar.
É como as ondas que sempre passam por mim.
Como o sol me tornando tão fria.
Fui te ver, e não passei do portão.
Levei flores, que murcharam no chão do meu quarto.
O vento me carregou pro caminho de volta.
Não te vi, não te achei, não te procurei.
Há boatos de que não mais estará lá.
Que mudou-se pra um lugar calmo.
Penso que desistiu de mim.
E foi embora sem dizer adeus...
Serenidade é o teu nome.
Saudade é só o que eu sinto.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Como uma criança
Eu me perco em meio as pessoas.
Confundo intenções.
Solto frases desconexas, desejando gritar.
E eu choro...
E eu rio...
E o rio passa.
Chuto os brinquedos.
Estouro um balão.
Não entendo as vozes.
Não quero mais brincar.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

"I'll never look into your eyes again"

7 meses, 16 dias, 2 horas e 15 minutos.
que as vezes parecem anos, se usar como referência a saudade.
7 meses, 16 dias,2 horas e 15 minutos.
que outras vezes parecem segundos...

terça-feira, 13 de julho de 2010

atravessando a rua há um homem
em plena noite de lua cheia
leva nas costas uma mochila
que lhe pesa nos ombros.

larga tudo isso, homem perdido!
é tudo uma mentira,
o que você leva é apenas o que quer ver
nunca é a verdade.

o rosto envelhecido
fome, sono, cansaço
descalço, tremendo
implorando para ser levado
pois não tem coragem de fazê-lo.

larga tudo isso, homem perdido!
é tudo um pesadelo
no qual você jamais acordará
o que você mais temeu, se tornou realidade.

as pessoas partiram,
o coração endureceu ainda mais que na infância
tão frio quanto a temperatura das 6.
nada o aquecerá
nada a trará de volta.

sábado, 3 de julho de 2010

A ficha caiu

A verdade veio a tona

Coisas que eu escondi de mim mesma...

Acontecimentos que minha mente insistia em não lembrar.

Está tudo claro como nunca esteve.


Sinto a saudade sugar todas as minhas forças.

E eu choro... como há tempos não faço.

Eu sinto...


Minhas lágrimas não se comparam a água que percorreu teu pulmão

E minha respiração acelerada, ela não pôde te dar ar.

Meu coração, fraco demais pra manter o teu batendo.

E eu sinto... que as vezes não sinto nada.


Em meio ao mar, as ondas bateram incessantemente

Em uma dia primeiro, de um tal ano recente.

A areia movediça sugando tudo a sua volta

E meu corpo... frio demais pra lhe aquecer.


Minhas lágrimas não se comparam a água que percorreu teu pulmão

E minha respiração acelerada, ela não pôde te dar ar.

De que me basta um coração batendo,

Se eu sinto... que as vezes não sinto nada?


“‘Alcançar a Lua”, ele me disse.

Amanheceu, seguido pela sua partida

Enquanto eu dormia o sono da saudade.

Foi a terceira vez.


Quando embriagada, ainda grito por um nome

É tudo e só, o que as vezes eu desejo.

Calada, com um rosa na mão

Na esperança de que entenda, que pra tudo há um motivo

Mas não pra mim.


Minhas lágrimas não se comparam a água que percorreu teu pulmão

E minha respiração acelerada, ela não pôde te dar ar.

As palavras não revelam as verdades que eu quero lhe dizer

O espelho não mostra, o rosto que eu tanto anseio ver de novo