segunda-feira, 6 de junho de 2011

O que é? O que foi?
Há esse vazio, do que eu nem cheguei a ser
Uma vida pela metade
Um discurso interrompido.

No altar das coisas fúnebres
Foi esquecido o meu sangue.
Num cemitério assombrado
Minha alma parecer vagar
e vagar
e vagar.
Como uma errante
Em busca de um pouco de paz.
E sabendo que jamais encontrará o barco que lhe guiará para casa
Busca nadar
e nadar
e nadar.
Para chegar ao fundo e encontrar a cidade perdida.
Num céu de estrelas que nunca morreram.
E numa flor que jamais desabrochará.

O silêncio alucinante
Hoje hipnotiza.
Os olhos parados, sem vida, sem esperança.
Com um copo de vodka, que jamais a deixarão beber.
Num mar de rosas, que tão logo tornar-se-a areia movediça.

E a abelha nem sempre encontra a janela, para sair do tão pequeno quarto.
Ela voa
e voa
e voa.
E cansada, desiste,
aguardando a morte, que parece
Nunca chegar.


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