terça-feira, 26 de maio de 2009

Esse blog já tem história, escrevo nele há um ano aproximadamente, o que pra mim é bastante. Olha só, aqui eu escrevo desde que meu "mundo desabou", naqueles mes de maio passado, dia 21? acho que sim. Aquele dia em que eu achei que iria morrer, aqueles dois meses que passei chorando e tentando fazer com que ninguém percebesse o quão em pedaços eu estava. Aqueles banhos longos em que eu sentava no chão e deixava a água cair sobre mim, como se ela fosse levar embora aquele medo que eu sentia, medo da solidão. Quantas vezes eu rezava, praticamente implorava a deus e a todos os anjos e santos possíveis que me trouxessem ele de volta... e nada. Mas eu sobrevivi. 2008 foi um ano bom, de muita esperança e muita desilusão, em uma parte eu era a pessoa mais feliz do mundo e em outra eu quis morrer. Mas essa é a vida, certo? Eu tive a minha família ao meu lado, que apesar de eu dar o meu máximo pra eles não notarem que estava mal, tenho certeza que eles sabiam. Quase reprovei por falta, quase reprovei por não ter feito as provas, quase reprovei por não ter entregue trabalhos que eu havia feito, mas que não conseguia sair da cama na hora de ir pra aula. Algumas vezes saí da sala e fui pro banheiro chorar, outras chorei na sala mesmo. E teve aquela amiga, que hoje não converso mais, que brigamos, mas ela esteve ao meu lado, tentando me distrair e dizendo "vai ficar tudo bem" quando eu mais precisava. A minha mãe, que estava cheia de problemas, eu não queria preocupá-la, mas quando ela conversava comigo, quando ela me abraçava, eu simplesmente não me aguentava e caía no choro nos braços dela, como um bebê.
Um ano depois eu consigo perceber que eu tinha que viver, com ou sem ele, e chego a conclusão que o tempo cura as dores, feridas não, talvez ele apenas as entorpeça, sei lá.. ou talvez precise de mais tempo. Meus planos foram água abaixo. E aqui estou. Não sou forte. Fui levada pela maré. Hoje tenho sonhos, diferentes. Amo o Cinema, amo fotografia. Tenho certeza que meu futuro está dentro disso. Mas meu sonho, bem, meu sonho é viver ao máximo, desse jeito mesmo. Sofrendo por qualquer coisa, e sendo a pessoa mais feliz do mundo por ter uma simples expectativa, coisa de momento. Esse é meu sonho, viver cada momento como se fosse o primeiro e o último, como se fosse o maior, sentir cada emoção e encontrar uma forma de expressa-las. Conhecer o mundo, conhecer gente, conhecer mentes, encontrar o mistério no jeito de ser de cada pessoa... desvenda-lo, quem sabe...
mas a vida é tão mais interessante quando não entendemos, quando não faz sentido. Quando o silêncio fala, pra que palavras? Olhares, proximidade. é isso que eu busco.

domingo, 17 de maio de 2009

eu prefiro sofrer a não sentir nada.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Momentos e momentos. Hoje to num momento não tão bom. Eu tô bem, mas to desanimada sabe?! De repente tudo perde a graça e eu só quero ficar quieta na minha cama escutando Velvet e Janis. Hoje é como se tivesse faltando alguma coisa.... um pedaço...


Por mim, e por vós, e por mais aquilo que está onde as outras coisas nunca estão, deixo o mar bravo e o céu tranqüilo: quero a solidão. Meu caminho é sem marcos nem paisagens. E como o conheces? - me perguntarão. - Por não ter palavras, por não ter imagens. Nenhum inimigo e nenhum irmão. Que procuras? - Tudo. Que desejas? - Nada. Viajo sozinha com o meu coração. Não ando perdida, mas desencontrada. Levo o meu rumo na minha mão. A memória voou da minha fronte. Voou meu amor, minha imaginação... Talvez eu morra antes do horizonte. Memória, amor e o resto onde estarão? Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra. (Beijo-te, corpo meu, todo desilusão! Estandarte triste de uma estranha guerra... Quero solidão. (Cecilia Meireles)

domingo, 10 de maio de 2009

A Maravilha de se sentir

Descartes disse: Penso, logo existo. Posteriormente poderia vir: Sinto, logo vivo. Oque é o pensamento comparado ao sentimento? E oque é o sentir? Como descrevê-lo?  Como explicar essa força que faz nossos olhos se enxerem de lágrimas, e nossos lábios se abrirem e formar aquilo que chamamos de sorriso? Como podemos explicar essa sensação dentro de nós quando estamos apaixonados, o aperto ao ver alguém partir, o nó na garganta quando seus planos não dão certo? Como ousamos dizer que a Ciencia responde isso? Como podemos acreditar que tudo funciona devido a um cérebro? Eu tô falando de sentimento, tô falando da força que deveria reger o mundo. Tô falando de como eu não entendo como fico tão bem ao receber um abraço no inverno, de como eu posso me sentir perdida no meio de tanta gente que eu conheço, e de como eu posso me encontrar tão fácil ao encontrar os olhos de uma unica pessoa. Tô falando de proteção, tô falando daquilo, que nem ouso nomear, que ocorre entre uma mãe e um filho. Tô falando de música, de mar, de amanhecer. Tô falando de criança. Tô falando de bondade. E eu me recuso a acreditar que isso é explicável, isso, que eu sinto aqui dentro, com o coração, isso, assim, sem nome mesmo... que traz vida pra nossa existência, porque pensar não basta.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Estou atrás do que fica atrás do pensamento. Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo. Gênero não me pega mais. Além do mais, a vida é curta demais para eu ler todo o grosso dicionário a fim de por acaso descobrir a palavra salvadora. Entender é sempre limitado. As coisas não precisam mais fazer sentido. Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada. Porque no fundo a gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro. (Clarice Lispector)

domingo, 3 de maio de 2009

Solidão?

Domingo bom, apesar do Santos ter perdido. Sábado foi lindo! Fiquei em casa o dia inteiro, sem fazer nada e sem ter vontade de fazer nada, exceto ver uma pessoa. De noite essa pessoa falou comigo e digamos que as coisas meio que melhoraram, nós realmente conversamos, como nunca havíamos feito. Acho que foi uma conversa sincera, eu fui sincera pelo menos, a princípio meu coração parecia que ía sair pela boca, tive medo só pra variar um pouco, mas não é como se eu tivesse apaixonada por ele, é que é bom estar com ele, eu me sinto bem, o silêncio não nos perturba sabe?! o fato de eu ficar quieta e nunca ter nada a dizer não encomoda ele, é como se nós dividíssemos a nossa solidão e as palavras não fossem necessárias, mas é cedo demais pra eu saber, talvez seja só ilusão, quem é que sabe. eu só não quero perder a oportunidade de conhece-lo. 
Hoje foi a mesma coisa, fiquei em casa o dia inteiro, de pijama, é ótimo ficar assim, amo ficar quieta no meu canto escutando minhas músicas e me deixando levar pelo pensamento. Mas é claro que se "alguém" me chamasse para fazer algo, eu iria sem pensar duas vezes.
Eu fico me perguntando como será amanhã, não amanhã "segunda-feira" mas amanhã, num sentido mais amplo, referente ao futuro. não que isso me faça perder o sono, mas todos tem planos, e os meus? eu realmente não sei quais são, com certeza estão dentro de artes, Cinema provavelmente... hm, isso já é alguma coisa, certo? e eu sei oque eu não quero, oque me deixa poucas opções, então paciencia, Luana! Bendita pilula da felicidade...

sábado, 2 de maio de 2009

Você já teve uma vontade imeeeensa de mudar? Parar de se preocupar com coisas pequenas e fúteis, parar de imaginar situações que provavelmente não acontecerão, parar sabe de querer tudo, e quando não consegue ficar mal, que nem uma criança mimada. Ser mais forte, ser mais paciente, mais esperançosa. Tolerância. Apesar de me dizerem que eu sou tão madura, eu me sinto tão criança. Talvez eu não queria maturidade, pelo contrário. Talvez eu só queria ter 18 anos normais, ser irresponsável, querer fazer milhões de festas e blablabla

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Traz-me paz. Traz-me segurança. Eu não sei, eu nada sei. Me leva, me guia pra casa, me mostra onde é meu lar. Responda minhas perguntas, me abraça. Me faça sorrir. Traga-me a alegria de viver e leva embora esse medo. Tira essa neblina que me impede de ver, que me impede de viver.