domingo, 16 de setembro de 2012


Eu sinto a vertigem em meus ouvidos
Minhas mãos estão inchadas
Como se fossem balões
E a visão luzente, como se estivesse febril
Nada que não tenha se passado antes
E no entanto o precipício se encontra tão próximo
Que o mais trivial dos acontecimentos balança todo o meu ser

Despedi-me do amor na noite passada
Resignei-me diante de todos os últimos 12 meses
E me calei por todas as lágrimas
Numa falsa e equivoca esperança:
Vai ficar tudo bem

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Quais são as ações corretas pra eu atingir meu paraíso?
E quais são as palavras perfeitas que te façam ir comigo e me levem contigo
pr´aquela casa no campo?
Mas estamos tão cansados!
Estamos sempre tão calados!

Quem dera eu te explicasse o quão ausente estou em mim mesma!
Quisera os teus abraços e confessor meu medo do vazio onde tu não te encontras!
Mas ao contrário,
Eu choro!
E assustada,
Eu corro!

Nós estragamos tudo...

Quais são as ações corretas que acalmem nossos corações?
E quais são as palavras mágicas pra desatar o nó que me prendeu a ti?
Ele caminha pelas horas
Ele volta no ontem
Mas vive no amanhã

Ele deita na cama
Ele flutua no céu
Não há não
Não há sim
Há ele enganando o tempo
Provocando as estrelas
Sorrindo para a lua

Conceito é besteira
A certeza está na alma
A graça está na música
E o amor está nele

Enquanto corre de um lado para o outro
De um ano para o anterior
Enquanto muda
E muda novamente
E troca
E re-troca
Eu espero
Como a ......? wht?

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Eu posso passar horas e horas e horas pensando em você, mas não sou mais capaz de encara-lo por sequer um segundo. Não sei como consertar a gente, ou talvez seja mais correto dizer, como consertar a minha visão em relação a nós. Acho que chega um ponto que simplesmente o sentimento desaba. Sem vento, sem força exterior alguma...
Penso que eu já não sei mais se estou no caminho certo, se tomei a decisão correta quando voltei atrás e literalmente corri para você, quando me deixou em frente a minha casa e eu chorei, ali na rua.
Tá tudo meio nebuloso dentro de mim, tudo emudecido. A culpa não é sua, não é de ninguém. Eu sempre confiei tanto em ti, e toda vez que entrava  em uma das minhas crises, era nos seus braços que eu queria cair. E tantas vezes o fiz, não é? Quantas vezes chorei em seu ombro e você passava seus delicados dedos em meu rosto enxugando as lágrimas...
Eu sou pesada demais. Sinto que me arrasto pelas ruas, pelo chão da casa, pela escada, pela cama. De novo eu não sei qual caminho seguir. E você sempre me diz que isso passa... e sorri bonito, e olha fundo nos meus olhos, e me abraça...
Eu não sei como é sentir para os outros, eu não sei como é amar pra você.
Desde o início o nosso silêncio nos aproximou, desde aquele sábado a noite, aquele 2 de outubro, que eu penso em você diariamente. Que eu amo você a cada respirar, e que eu o desejo a cada segundo, mais do que a minha própria sanidade. Eu não quero a consciência, se for pra perceber que não há mais você.
E você vai rir, e me chamar de boba. Eu sou mais uma apaixonada que não entende sobre a vida. E apesar de tudo eu agradeço por ter conhecido esse sentimento.
E conhecido você e todos os vocês que compõem o seu ser. Ter aprendido essa grande lição sobre o tempo, você vive no ontem, no hoje, no amanhã.
Mas eu não quero a sanidade, eu abro mão da consciência, eu desisto da memória, eu fujo da realidade, se ela não tiver você.






A complexidade que eu acho que há dentro de mim, a profundidade de um abismo que você nega a existência....