sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Eu posso passar horas e horas e horas pensando em você, mas não sou mais capaz de encara-lo por sequer um segundo. Não sei como consertar a gente, ou talvez seja mais correto dizer, como consertar a minha visão em relação a nós. Acho que chega um ponto que simplesmente o sentimento desaba. Sem vento, sem força exterior alguma...
Penso que eu já não sei mais se estou no caminho certo, se tomei a decisão correta quando voltei atrás e literalmente corri para você, quando me deixou em frente a minha casa e eu chorei, ali na rua.
Tá tudo meio nebuloso dentro de mim, tudo emudecido. A culpa não é sua, não é de ninguém. Eu sempre confiei tanto em ti, e toda vez que entrava  em uma das minhas crises, era nos seus braços que eu queria cair. E tantas vezes o fiz, não é? Quantas vezes chorei em seu ombro e você passava seus delicados dedos em meu rosto enxugando as lágrimas...
Eu sou pesada demais. Sinto que me arrasto pelas ruas, pelo chão da casa, pela escada, pela cama. De novo eu não sei qual caminho seguir. E você sempre me diz que isso passa... e sorri bonito, e olha fundo nos meus olhos, e me abraça...
Eu não sei como é sentir para os outros, eu não sei como é amar pra você.
Desde o início o nosso silêncio nos aproximou, desde aquele sábado a noite, aquele 2 de outubro, que eu penso em você diariamente. Que eu amo você a cada respirar, e que eu o desejo a cada segundo, mais do que a minha própria sanidade. Eu não quero a consciência, se for pra perceber que não há mais você.
E você vai rir, e me chamar de boba. Eu sou mais uma apaixonada que não entende sobre a vida. E apesar de tudo eu agradeço por ter conhecido esse sentimento.
E conhecido você e todos os vocês que compõem o seu ser. Ter aprendido essa grande lição sobre o tempo, você vive no ontem, no hoje, no amanhã.
Mas eu não quero a sanidade, eu abro mão da consciência, eu desisto da memória, eu fujo da realidade, se ela não tiver você.






A complexidade que eu acho que há dentro de mim, a profundidade de um abismo que você nega a existência.... 

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