quarta-feira, 31 de março de 2010
O ser humano me decepciona. É um bicho totalmente egoísta! E não vou dizer que sou diferente, porque definitivamente não sou. Mas porra, como é possível viver sem se importar com quem está ao seu lado? Ou como ir embora sabendo que alguém ficou pra trás, sozinho? Eu não entendo, cara... o que é amizade? Acho que gosto mais da teoria linda e utópica, em que ninguém é deixado pra trás, ou que há sempre um ouvido alheio e companheiro pra te escutar, porque na prática estamos todos por conta própria, como alguém me disse um dia desses... e eu odeio pensar assim, porque vai contra as minhas crenças, e no fundo eu sou uma sonhadora...
Sinto falta dele, tá, isso não é novidade alguma. Sabe como eu me sinto? Sentada numa bola enorme azul, que flutua num imenso e escuro nada.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Engraçado como houve um tempo em que achava minha vida um tédio, onde nada de interessante acontecia, apenas aquela rotina chata e diária. De vez em quando me apaixonava, mas era como se eu não fosse boa o suficiente, e isso doía. Não só o fato de não ser aceita, pois eu não me importava tanto com isso, o que me partia em mil pedaços era a solidão. Sonhava com um amor verdadeiro e eterno, que vencesse tudo e todos, e, claro, a responsabilidade dessa expectativa é das comédias românticas que eu assistia com a queridíssima Aline. O tempo foi passando, e eu sempre naquele clichê sentimental: um vázio dentro de mim... O que mudou foi a forma em que passei a lidar com tais acontecimentos, ou com a falta deles. Temo ser uma pessoa fria. Hoje, com quase 19 anos, ainda me flagro sonhando, e tais sonhos transformo em estórias, e talvez com elas preencho as lacunas da minha vida, ou pelos menos parte delas. Percebo que vivo em um mundinho particular, e raramente abro as portas pra me visitarem. Meu lado externo não é mais como antigamente, tem horas que imploro pra vida parar de acontecer, e chego a conclusão de que quando tu pára de ir atrás, de alguma maneira, as coisas vêm até você.
Me pergunto se alguém de fato me conhece, como eu penso conhecer meus amigos. Se quando eu precisar haverá um colo alheio, pra eu não cair diretamente no profundo buraco. Me surprendi na quinta-feira passada, bom, talvez eu devesse dar mais valor as minhas "premonições". O que aconteceu foi que, com todos os sentimentos intensificados e as perguntas cada vez me perturbando mais, me senti no limite. E eu não estava sozinha, fui falando, chorei, escutei, os animais pareciam poder ouvir tudo o que falávamos, e presenciar um momento escrito pra acontecer.... mas mais uma vez, o dia amanheceu.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Eu vou encarar o mar no meio da noite (2 horas?)
Eu vou tirá-lo do altar que o coloquei
Para finalmente deixa-lo ir
To fechando o baú das lembranças
E mudei os móveis de lugar
Talvez eu não te ame
e só ame a dor de sentir a tua falta
Se você pode me ouvir
Eu passei os últimos meses esperando um sinal
Deitada em minha cama, fumando
O tempo todo lamentando
Vou aceitar tua partida
Deixarei uma rosa de adeus...
Talvez eu não te ame
e só ame a dor de sentir a tua falta
Ah! Como é legal ir dormir quando todos estão acordando. Já consigo escutar o cara falando na rádio do vizinho, o barulho do chuveiro e sua tosse de "não quero acordar". Isso me lembra meus avós... quando dormia na casa deles, sempre acordava com a TV e os passos de meu avô no segundo andar, aqueles estralos, sabe? Casa de madeira sempre faz uns sons bizarros, as vezes até assusta.
Eu admiro pessoas que acordam cedo... nunca soube fazer isso. No tempo da escola meu pai praticamente me tirava da cama toda manhã, e quando fiquei mais velha, dizia "hoje não tem nada importante", e continuava a dormir... funcionava.
Aonde está meu sono?
terça-feira, 16 de março de 2010
Era noite. Eu caminhava pela praia, lentamente, olhando para meus pés sendo molhados pelas ondas que me alcançavam. Não há mais ninguém, não há som algum além do natural. Eu pensando, lembrando... o mar me aproxima daquele que já se foi, e no momento, tudo e só o que eu preciso é dele. Os primeiros raios de sol começam a refletir na água, vou até a parte seca da areia, tiro minha roupa, jogo-a no chão, e entro no mar. Estava ventando gelado. Mas o que é o frio físico comparado a dor de não conseguir mais sonhar? As ondas batiam bruscamente em meu corpo, mas eu continuava indo adiante, onde já não dava pé. Senti um soco em minha cabeça, água salgada em minha boca. Me entreguei, não queria lutar contra. Não havia ido ali com a intenção de desistir, pelo contrário, era pra provar a mim mesma que ainda existia força dentro de mim. O que mostrou-se mentira. Fui jogada de um lado para o outro. Cada osso de meu corpo doía. Aos poucos eu era um nada. Não me importava em não respirar, ou na substância estranha entrando por minha garganta e invadindo meus pulmões. Senti o coração pulsar tão rápido, mas não interessava. Uma paz invadia minha mente, e todo meu ser, como há tempos não sentia. Já de olhos fechados, aproveitando cada segundo daquilo que pareceria ser a morte. Não sentia mais meu corpo, eu era só alma? Porém não me via de longe, nem sequer via a tal luz! Pensei nele, e a serenidade que eu sentia fora embora. Não sei se chorei, mas senti um desespero terrível. Não tinha mais noção de nada, só que ele não estava ali. O que aconteceria? Pra onde eu iria? E então eu senti meu corpo explodir, um calor tomou conta de mim. Não sei quanto tempo passou, não sei se fiquei inconsciente, ou se simplesmente me perdi nos segundos. Mas eu estava na praia. Senti a areia em minhas costas, abri os olhos, o sol fraco, o dia ainda era meio noite. Escutei uma voz chamando meu nome. Demorei pra encontrar minhas pernas, e mesmo assim não conseguí movê-las. Levantei os olhos. Uma cabeça apareceu em minha frente. Fez sombra na pouca claridade que havia. Meu cérebro custou a processar o que estava diante dos olhos. Lá estava ele, como um sonho. Como uma miragem. Delírio? Com que força eu batera a cabeça? Estava no céu? Tantas perguntas, e eu só precisava do abraço dele. Ali, diante de mim, e eu com medo de piscar pra não perder nada. Queria levantar-me, mas onde estava a ligação entre meu corpo e minha mente? Seus olhos olhando pros meus, como na última vez. O brilho em seu rosto, o sorriso, o único sorriso capaz de calar todos os meus anseios. Ele movia os lábios, meus ouvidos faziam um barulho estranho, mas eu não era capaz de distinguir o que era. Estava ele dizendo alguma coisa? Meu corpo estremeceu, a visão foi escurecendo. O que eu faria? E se ele fosse embora de novo? Não adiantou... Dessa vez tenho certeza que apaguei, pois acordei (novamente?) na praia, senti a areia em minhas costas, abri os olhos, o sol fraco, o dia ainda era meio noite. Escutei, dessa vez, não só uma voz, mas vária chamando meu nome. Demorei pra encontrar minhas pernas, e mesmo assim não conseguí movê-las. Levantei os olhos. Uma cabeça apareceu em minha frente. Mas dessa vez não era ele...
segunda-feira, 8 de março de 2010
Fechei meus olhos e conversei, como se ele estivesse aqui... mas me dei conta de que esqueci sua voz. E era tudo que eu temia...
Lá fora chove
E eu não sei mais o que dizer
Acabaram-se as palavras...
Eu sigo a minha vida, sem muito saber do amanhã
Um dia de cada vez...
Secaram-se as lágrimas?
Dispersaram-se os sonhos?
Agora que falta um pedaço de mim
Agora que está tudo tão vazio...
Eu ainda te procuro
E só nos meus sonhos eu te encontro
Pra onde você foi?
Quando é que vai voltar?
pra vc e por vc...
quarta-feira, 3 de março de 2010
Tenho boas notícias! As coisas parecem estar se encaminhando, sem eu mexer sequer um dedo. Tô com uma sensação nova, totalmente inédita pra mim. Uma calma, paciência... apesar de não fazer idéia do que irá acontecer, eu também não faço questão nenhuma. Um minuto de cada vez... Tô super empolgada com a faculdade, vou ter matérias ótimas, com professores muito fodas. Acabei de conversar com a minha chefe e vou voltar a trabalhar, ela é muito querida, lembra muito minha mãe. Minha vida social também está em alta, e como eu disse... sem fazer esforço algum. Só sendo eu e deixando rolar... Acho que tô feliz. Tudo o que eu preciso é me sentir segura, com os outros e, principalmente, comigo. Mas uma coisa leva a outra...
"são as águas de março fechando o verão, e a promessa de vida no teu coração"
"são as águas de março fechando o verão, e a promessa de vida no teu coração"
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