segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Caminhei por tantas estradas
Olhei para tantos rostos
Me arrastei por tantas paredes
Lembro-me de poucos momentos de felicidade inocente
Mas significaram tanto

Eu não sei mais quem sou
Desconheço que parte de mim foi arrancada
Pois ainda possuo um coração

A vida passa em flashes diante dos meus olhos
E meus pés descalços não suportam mais ficar em pé

Aonde estão todos?

Cada vida tem um saco de vermes carregados nas costas
Cada vazio, é composto de inúmeras partículas
E o silêncio....
Ele não existe.

Nada é real.




sábado, 26 de novembro de 2011

Pego o resto da força que ainda me resta
Pra escrever esse poema, que pouco importará
A chuva cai lá fora
E gostaria imensamente que limpasse todo o meu ser
Mas não.

A loucura vai tomando conta de mim.
A solidão vem me acompanhando a tanto tempo
Solidão de sabe-se-lá o que.

Meus olhos cegados
Meus membros paralisados
Eu já não sei como ir.

Socorro
Eu não consigo mais andar sozinha.
Vejo o tempo passar, e passar, e passar
E eu continuo no mesmo lugar
Tentando a cada dia ajeitar o meu mundo
Mas é como o quarto
Que toda manhã é bagunçado.

Como explicar que nada mais faz sentido?
Se é dia, se é noite
Se faz sol ou chuva
Eu não sei qual parte de mim devo arrancar

Com uma gilete na mão, tento ter o mínimo de força.

Não tem mais ar
Não existe mais estrada a percorrer
E logo não haverá nem a mim mesma.






quinta-feira, 17 de novembro de 2011

As vezes é bom escrever coisas desconexas. Assim como dizer frases sem ligação alguma com a dita anteriormente. Eu particularmente, tenho muito esse costume. Não sei se minha mente pensa rapidamente, ou se simplesmente perco o interesse fácil demais. Não sei também porque estou dizendo isso, quando a razão de eu estar acordada até agora é que não paro de pensar em como conquista-lo. Eu sei. Bem mulhersinha, né?! Mas o que fazer? Eu não durmo mais, quando não estou deitada ao seu lado. Lembro-me dos detalhes de seu corpo, das pintas em suas costas, seus braços finos. E quase me desespero. De medo de perde-lo. Quando na verdade eu sei que não o possuo. Mas em tanto tempo, isso, esse relacionamento com ele, é o mais próximo de algo bom que tive. Sei que não devo me deixar levar assim. Mas ele me conquistou, e eu nem sei se tinha isso como objetivo, ou se simplesmente foi acontecendo. Não sei como ele reagiria. Não sei até onde vai. Afinal já estamos na reta final de novembro. Logo vem dezembro, festas de fim de ano. Férias de fim de ano. E então.... Ok, não quero ser pessimista. Tenho vontade de gritar pra Deus, que me deixe ficar com ele, que o faça se apaixonar por mim também. (apaixonar, eu disse mesmo isso?) Que nos torne perfeitos um para o outro, e que ele queira estar comigo tanto quanto eu desejo estar com ele. Você faria isso por mim, Deus?
Eu sinto
o vento
em
minha
face.

Deixo-me levar?
Exito em acreditar?

Tão raros momentos assim
Tão logo ele desaparecerá feito o arco íris desta tarde...

A música
que me diz:
"Não pare de nadar"





segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Só tenho escrito merdas ultimamente. Alias, só tenho feito merdas da minha vida, ultimamente. Não, ultimamente não. Desde sempre, penso eu. Nunca me dediquei a nada, de fato. Só aquele trabalho naquele festival de merda. Aquilo sim eu me dei por inteira. E que diferença faz? Esse peso na minha consciência por já ter 20 anos na cara e não ter feito porra nenhuma da vida. A gente passa tanto tempo sentindo, e lamuriando, e escrevendo inutilidades que ninguém nunca lerá, que se esquece de viver de verdade. E passa cada segundo, de cada hora de cada dia, se perguntando como poderia ser, porque assim não é nada. É um vazio. Uma bolha que você se enfiou dentro, e agora não há mais como sair. Um labirinto, você está preso num labirinto! Caminhos escuros, versos sem rimas. Céu sem cor. Que lugar é esse? Na verdade eu sabia que após sair da casa dele, assim que eu chegasse na minha, eu sentiria tanto a sua falta, que veria tudo desmoronar all-over-again. FUCKING-over-again.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

É você?