terça-feira, 31 de maio de 2011

O silêncio atordoado, e a mente solitária
O balanço parado, e a criança distante
O bar está vazio, pois o o álcool evaporou...

Houve um dia em que o rei declarou paz
Mas o povo se rebelou alegando tédio.

Houve um tempo em que as flores brotavam nos quintais
Mas o furacão levou tudo.

E ainda hoje o vento arranca galho por galho da árvore que plantamos.

Nada cresce.

Houve um tempo em que a cidade era limpa,
O sol não se escondia por detrás dos prédios
E os muros não eram inabaláveis.

Houve um tempo em que todos subiam o morro
Para avistar a beleza da pequena vila
Hoje não se alcança o mar

Houve um tempo em que os idosos caminhavam pelas ruas
E os namorados se beijavam a luz do luar.
Foi na mesma época em que cavalos eram livres
E mesmo na escuridão da noite, podia-se ver tudo claramente.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Como se em 24 horas coubessem 10 dias e em 10 dias houvessem apenas estradas verticais, e um único elevador.
Ou você para no topo, ou é atirado ao fundo.
Como se eu um único dia vivessem 10 semanas.
E em 10 semanas, haveriam 10 aves que voam sempre na mesma direção, apenas mudando a altura.
Como se a altura fosse torta.
Quem sabe não há espaço para a gravidade,
e quem sabe os sonhos sejam apenas um meio de sair da inércia.
A realidade não alimenta a alma.
A alma não basta pro coração bater.
E sem o coração, a alma se perde.
Quando não houve calor, a alma cessou.
E no gélido frio, o cachorro se escondeu por debaixo dos jornais.
Jornais que mentiam o dia, o mês e o ano.
Escritas que não dizem nada, silêncios que abençoam amores destinados a morrer em menos de 24 horas.
Força que se busca, apego ao passado por não haver nada pra lutar no presente.
A música que toca, toca, toca.
Os dedos que se movimentam arriscando palavras, tentando expressar o sentimentos, que esse desejo da alma, do corpo, do coração ou do espírito, de falar, de gritar bem alto,
para que eu mesma aceite,
para que eu mesma respeite...
Esse sopro que faz o coração.
Ele tenta por mim, pois as forças da mente cessaram.
O brilho no olhar já não há.
A porta se fechou, as janelas foram cadeadas.
Ora branco,
ora preto.
Ora eu ,
ora nada.
O mar que me desafia a adentra-lo.
O homem que me diz não vá.
Como se houvessem 365 horas em 7 dias da semana.
Como se coubesse 7 bilhões de vidas em apenas 24 horas por dia.
Cada um por si.
Contanto as 24 horas de cada uma das 7 bilhões de vida...
seriam 168 bilhões de horas.

domingo, 29 de maio de 2011

Durante muito tempo tudo o que eu tinha a dizer era "eu não sei..."
Por tantas horas refleti sobre o que eu sabia, interiormente e exteriormente.
Chegando a mesma conclusão, vez após vez, eu não sei, nunca soube, e acredito que jamais saberei!
Mas quem é que vai dizer?
Qual é o critério utilizado para medir a sabedoria de alguém?
E se Einstein por acaso inventou um "sabedômetro", e, vendo a desigualdade que este causaria, destruiu o aparelho?
Sócrates sabia o quão gênio foi ao dizer "Sei que nada sei" ?
Idolatrado, admirado... É bonito não saber nada? Ser puro ou ser forte e guerreiro.
Experiente ou Aprendiz?
Mas como se julga quem sabe mais e quem sabe menos?
Como decifrar os sinais que nossos atos emitem a cada batida do coração, que chora, que se esforça, para que os anos se extendam,
com a solitária presença de mais uma alma na terra, destinada a aprender mais, e mais, e mais?
O cansaço vem, e ainda há lições pra se aprender, muito maiores do que física e geografia.
Há sentimentos. E isso não se ensina nas escolas.
'Sei que nada sei' sobre o sentimento alheio. Mal sei sobre o meu,
e suponho que o deles, a emoção que eles sentem, seja parecidas com a minha.
Mas ainda assim, só eu chorei quando o cachorro morreu.
E só eu dei um prato de comida ao senhor magro que bateu a minha porta.
Nós vivemos tanto, que as vezes esquecemos das coisas mais simples, das pequenas maravilhas do dia-a-dia,
e principalmente,
do poder que temos de animar o dia de alguém.
Receber um sorriso alheio, com os olhos vidrados em ti.
Não consigo pensar em nada que valha tanto....


Um Sorriso Para Um Sorriso.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Os insetos entraram em meu quarto.
Como falar?