terça-feira, 31 de maio de 2011

O silêncio atordoado, e a mente solitária
O balanço parado, e a criança distante
O bar está vazio, pois o o álcool evaporou...

Houve um dia em que o rei declarou paz
Mas o povo se rebelou alegando tédio.

Houve um tempo em que as flores brotavam nos quintais
Mas o furacão levou tudo.

E ainda hoje o vento arranca galho por galho da árvore que plantamos.

Nada cresce.

Houve um tempo em que a cidade era limpa,
O sol não se escondia por detrás dos prédios
E os muros não eram inabaláveis.

Houve um tempo em que todos subiam o morro
Para avistar a beleza da pequena vila
Hoje não se alcança o mar

Houve um tempo em que os idosos caminhavam pelas ruas
E os namorados se beijavam a luz do luar.
Foi na mesma época em que cavalos eram livres
E mesmo na escuridão da noite, podia-se ver tudo claramente.


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