Meu coração apertado, sentindo tudo
E não sentindo nada.
Vejo bolas de sabão
Saindo da sacada abaixo da minha.
Ascendo mais um cigarro,
É a minha última carteira.
Amanhã será um novo dia...
Ah, o amanhã...
Não tenho esperanças com a alma
Porém a mente insiste em dizer que há algo por aí.
O céu escuro
Tão escuro quanto o futuro diante dos meus olhos.
Tão vazio,
quanto o castelo a minha volta.
Escuto a mesma música
de novo,
de novo e
de novo.
Porém ela não acalma esse silêncio atordoante
Minha boca quer fechar
Meu coração quer parar de bater.
Como mover as pernas?
As lindas mulheres caminha pelas ruas,
indo a festas?
indo comprar roupas...
E eu parada
assistindo a tudo,
sem mover um dedo.
Quem dera pudesse mudar de canal.
Quem dera houvesse de fato outra visão.
Mas não,
Não pra mim.
Eu que perdi tudo, sem ter tido nada.
Eu que sonhei com um futuro
sabendo que ele jamais chegaria.
Pois fora enterrado a sete palmos,
E eu não soube dar nada de mim.
Egoísta como sou
Nem o meu nome quero dizer.
Se depender de mim,
Este quarto será meu túmulo
E não,
Não quero ser amada.
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