sábado, 4 de junho de 2011

Hoje me bateu um desejo de escrever, seja qualquer besteira, seja qualquer coisa séria. Desejo este que pensei estar adormecido, assim como meu desejo de viver. Mas esta manhã o sol amanheceu ainda mais bonito, e o céu azulado como jamais o vira. Sinto, dentro de mim que o mundo, a natureza me diz para acordar, para sair deste doloroso sono e retomar a minha caminhada, mesmo que tenha que cruzar montanhas. Mesmo que haja muros diante de mim.
Levanto-me da cama, coloco as lentes, lavo o meu rosto e subo até a cozinha. Percebo o delicioso cheiro de café, e conformo me aproximo do fogão, ele aumenta, aguçando o meu vício, e sigo quase que instintivamente atrás de uma xícara, para então derramar dentro dela este líquido marrom que tanto aprecio.
Sento-me na varanda, como estivesse numa ladeira. Mas desta vez sei que não despencarei. Acendo um cigarro e o fumo, tomando meu café.
Estou ansiosa, tenho tanto a expressas, tanto a dizer, porém ainda não inventaram as palavras necessárias. E, infelizmente, me sento aqui a aguardar a minha próxima recaída, como o metereologista que prevê a tempestade a caminho.

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