Hoje me bateu um desejo de escrever, seja qualquer besteira, seja qualquer coisa séria. Desejo este que pensei estar adormecido, assim como meu desejo de viver. Mas esta manhã o sol amanheceu ainda mais bonito, e o céu azulado como jamais o vira. Sinto, dentro de mim que o mundo, a natureza me diz para acordar, para sair deste doloroso sono e retomar a minha caminhada, mesmo que tenha que cruzar montanhas. Mesmo que haja muros diante de mim.
Levanto-me da cama, coloco as lentes, lavo o meu rosto e subo até a cozinha. Percebo o delicioso cheiro de café, e conformo me aproximo do fogão, ele aumenta, aguçando o meu vício, e sigo quase que instintivamente atrás de uma xícara, para então derramar dentro dela este líquido marrom que tanto aprecio.
Sento-me na varanda, como estivesse numa ladeira. Mas desta vez sei que não despencarei. Acendo um cigarro e o fumo, tomando meu café.
Estou ansiosa, tenho tanto a expressas, tanto a dizer, porém ainda não inventaram as palavras necessárias. E, infelizmente, me sento aqui a aguardar a minha próxima recaída, como o metereologista que prevê a tempestade a caminho.
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