segunda-feira, 28 de março de 2011

Eu achei que mudando de casa, mudaria também os ares. Achei que tendo uma nova vista, eu teria uma nova percepção de vida. Achei que uma cozinha maior me animaria a comer direito, e um quarto só meu me ajudaria a organizar a mente. Pensei que uma escrivaninha me convidasse aos estudos, e uma confortável poltrona me tirasse da cama. Achei do fundo do meu coração, que uma nova rua me levasse a um novo lugar, e que a árvore plantada fosse de fato purificar meu corpo. Mas o novo só é novo no princípio. Logo encontramos as mesmas velhas características na parede limpa. É tudo sempre a mesma coisa.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Vontade de voltar, voltar o máximo possível. Nascer de novo, crescer de outra maneira, ser outra pessoa, me abrir ao mundo. Vontade de recomeçar, não ser mais eu, não ser mais essas pessoas conhecidas. Vontade de voltaaaaaaaaar!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Cá estamos nós, meros seres humanos, meros aprendizes. Em uma vida, a única, quem sabe, ou apenas uma das tantas, mas quem é que tem as respostas que tanto necessitei? Algumas pessoas dizem sim, outras não, outras talvez. Por que é que eu ainda prefiro as respostas caladas as que de fato argumentam? Eu não sei quem sou, e tampouco sei a razão pela qual me sinto assim. Penso que desisti dos que correm. Penso que desisti de procurar por algo. Apenas espero. É tempo de aceitação, tempo de incoerência, tempo de incompreensão e solidão. Não há aqui nada que me faça sorrir por um dia. Eu simplesmente sento, diante desde computador e escrevo, como há meses não fazia. Não me importo em ver a vida passar. Como uma espectadora da minha própria arte... eu nem sei mais que parte de mim me faz viver. Mas continuo por essa estrada que me parece tão longa e tenebrosa, nesses dias que escondem o sol, e nesses sois que não iluminam meu corpo. Mudo por aqui, mudo por lá, levada pela maré, guiada pelo vento. Perdendo o chão sob meus pés e ainda assim não tocando o infinito. A abelha voa pelo mesmo quarto que eu me escondo. Meus cabelos crescem sem que eu note, meu coração esfria e só me dou conta quando paro de contar o tempo. Que alguém me impeça de me tornar a pessoa que sempre temi ser, mas eu não quero ser salva.

sexta-feira, 4 de março de 2011

é como se fosse vital. é como se escrever em forma de texto mudasse a relevância da poesia. é como se um cara de boa aparência e aparentemente de boa índole, pudesse preencher o vazio que você (maicon) deixou. é como se houvesse um jeito, como se houvesse esperança para que isso.... assim, sem nome, tivesse cura. é como se um dia fosse ficar tudo bem....

mas só o que resta é saudade, independente das poesias rasgadas numa sacola de lixo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Há um ponto na vida, em que a felicidade já não importa tanto. Tudo que você deseja é não sofrer. E acho que é neste momento em que se escolhe entre fugir da vida ou sair de casa e encarar os dias que se seguem, arranjar novas responsabilidades e priorizar você mesmo. Expectativa é o que estraga nossas noites. E o amor... é a minha ruína. Não vou me apaixonar.