segunda-feira, 28 de março de 2011
Eu achei que mudando de casa, mudaria também os ares. Achei que tendo uma nova vista, eu teria uma nova percepção de vida. Achei que uma cozinha maior me animaria a comer direito, e um quarto só meu me ajudaria a organizar a mente. Pensei que uma escrivaninha me convidasse aos estudos, e uma confortável poltrona me tirasse da cama. Achei do fundo do meu coração, que uma nova rua me levasse a um novo lugar, e que a árvore plantada fosse de fato purificar meu corpo. Mas o novo só é novo no princípio. Logo encontramos as mesmas velhas características na parede limpa. É tudo sempre a mesma coisa.
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