sábado, 30 de janeiro de 2010

Não há nada que eu diga, ou que eu faça.
Não importa a altura que eu grito
O quanto eu soluço chorando
Os erros que eu cometo
As bocas que eu beijo
Não importa o quanto eu exagero
O quanto eu corro
As horas que eu passo deitada
Os segundos tentando ficar sem ar
Não importa se eu odeio o mar
Se eu chuto as paredes do quarto
Não importa o quanto eu quero
O quanto eu lembro
O quanto eu me arrependo
Não importa os perigos que eu corro
O medo que eu sinto
A saudade que me mata aos poucos
Não importa...
Não há nada que eu faça, ou diga
Eu ainda estou aqui, mas você se foi...




Quase um mês. O mês mais longo que eu já passei, sem dúvidas.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Acabei voltando pra casa dos meus pais. A cidade que eu morei desde a terceira série.
Tô melhor, bem melhor, eu acho. Só não sei se é porque aqui eu tenho companhia quase o tempo todo, e ando sem usar a internet. Não sei se depois isso vai volta. Ou vai melhorar... Sonho com ele quase todas as noites. Tem um sonho que sempre se repete, ele vivo, nós dois juntos, como se a morte tivesse sido um engano, e não fosse o corpo dele que foi encontrado no mar. É uma sensação tão boa! E tão real... O abraço dele...
Os meus dias tem sido cheios, como eu já disse... Mantenho-me ocupada, as vezes me entrego aos pensamentos, me deixo sentir. A saudade não passa, a possibilidade de que poderia ter sido diferente também não.
O tempo parece fugir de mim. Parece que passou tanto tempo. E não faz nem um mês.
Eu daria tudo pra trazê-lo de volta....

domingo, 17 de janeiro de 2010

Eu não tinha visto a praia desde antes de viajar, em dezembro. Eu amo mar, sempre admirei as ondas, a imensidão daquele movimento, interminável, podia passar horas olhando. Não achei que seria assim ao revê-lo. Talvez tenha sido por ser também noite, e tão pertinho de onde ele se foi. O fato é que foi foda. E eu não sei quando é que vou encarar essa de novo.
Ontem eu senti ele tão perto de mim. Pode ser por eu estar meio bêbada, e de certa forma, procurando-o. Mas eu o senti. Como se estivesse comigo. E porra, que vontade de GRITARRRR! DE BATER!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Por que sempre parece que eu tenho que recomeçar?
Tenho vontade de ir embora, mas acho que eu nunca encontro um lugar no qual eu realmente sinta que pertenço. Sinto falta dele, e da esperança que me passava. No fim do dia, era sempre ele. Quando deitava na cama, antes de dormir, pensava nele, e em como eu gostaria de segui-lo, pra onde quer que ele fosse. Simplesmente a vida que eu sempre sonhei, mas nunca achei que fosse possível, e quando pareceu ao meu alcance, faltou-me coragem. Eu tenho vontade de ir pra casa, mas não sei exatamente onde é minha casa. Quero viajar, ficar longe de tudo e de todos. Eu quero ele. Quero poder dizer que pensei, e mudei de idéia. Que ele tava certo. Por que as pessoas simplesmente tem que ir? Quando menos esperamos, PUNFT, não está mais. E não há nada que possamos fazer pra traze-la de volta. Isso dói.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Não sei porque dormir tem se tornado tão difícil. Acordo trilhões de vezes. Ontem olhei no relógio e eram 2:49, depois "dormi" e acordei torcendo pra ja estar amanhecendo, e eram 3:12. Caralho, eu ando com medo da noite. Desde que cheguei aqui, durmo com as luzes acesas, da cozinha e do quarto. E eu nunca tive medo do escuro, pelo contrário. Ontem, antes de dormir, resolvi progredir e apaguei a luz da cozinha, tranquei a porta do quarto, liguei a TV, e apaguei a luz. Dormi até as 4,tava passando um programa bizarro na TV. Desliguei-a, e fiz como antes fazia, uma seleção de músicas, e deixei o notebook aberto, pra vim a luz. Eu tô ficando louca.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Tem se tornado fácil não pensar. Entro nas histórias dos outros, e me esqueço da minha. Filmes, séries, contos, novela. Tudo parece funcionar. Há dois dias eu não choro. Em compensação chorei como um bebê no sábado a noite, bêbada com apenas uma dose de tequila e 5 cervejas, dividas em três. O que será que você pensaria de mim agora? Uma idiota, tola, que faz tudo errado. Tô esperando o tempo passar, é aí que mora a minha esperança.

sábado, 9 de janeiro de 2010

E mais um dia se passou. Voltei pra casa. A casa da poltrona em que você nunca mais se sentará. Me pergunto como eu pude ser tão idiota e não ter te deixado ficar. Mudei alguns móveis de lugar, joguei cartazes fora. E quando penso que já não tenho mais o que chorar, me pego sentada no chão aos prantos, chamando por você. O mundo parece todo errado, como se o céu estivesse caindo sobre a minha cabeça. Eu não tenho pra onde correr. Os minutos passam, eu fico aqui "esperando pelo que você vai colocar no meu caminho agora". "Com um coração partido, que ainda está batendo". Por que será que, ao invés de o amor diminuir com a ausência, ele parece só se intensificar?



The broken clock is a comfort, it helps me sleep tonight/ Maybe it can stop tomorrow from stealing all my time / And I am here still waiting though I still have my doubtsI am damaged at best, like you've already figured out /I'm falling apart, I'm barely breathing / With a broken heart that's still beating / In the pain there is healing / In your name I find meaning / So I'm holdin' on, I'm holdin' on, I'm holdin' on / I'm barely holdin' on to you / The broken locks were a warning you got inside my head / I tried my best to be guarded, I'm an open book instead / I still see your reflection inside of my eyes / They are looking for a purpose, they're still looking for life / I'm falling apart, I'm barely breathingwith a broken heart that's still beating / In the pain there is healing / In your name I find meaning / So I'm holdin' on [I'm still holdin'], / I'm holdin' on[I'm still holdin'], I'm holdin' on [I'm still holdin'], I'm barely holdin' on to you / I'm hangin' on another day / Just to see what you will throw my wayAnd I'm hanging on to the words you say / You said that I will be OK / The broken lights on the freeway left me here alone / I may have lost my way now, haven't forgotten my way home / I'm falling apart, I'm barely breathing / with a broken heart that's still beatingIn the pain there is healing / In your name I find meaning / So I'm holdin' on[I'm still holdin'],I'm holdin' on[I'm still holdin'],I'm holdin' on[I'm still holdin'],I'm barely holdin' on to you /

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Fim de noite na rua pra mim é sempre triste. Festas me animam, mas na hora de ir embora eu deprimo. Incrível o sentimento de vazio que eu sinto nessas horas, uma ausência de alguém, vontade de correr, fugir pra um lugar em que eu fique bem, abraçar algum corpo quente, que me diga "está tudo bem". Há cerca de um ano eu descobri uma pessoa que acalmasse isso. Alguém pra eu escrever uma carta de esperança quando chego em casa, e um lugar em que eu sabia que sempre seria bem vinda. Conversávamos por MSN, álias, já haviamos nos conhecido há muito tempo, quando eu tinha uns 13, 14 anos. Ele tinha mudado muito, abandonou a vida que antes levava, pra seguir pelo mundo, viver a liberdade. Eu o admirava muito, fiz planos de ir com ele, passar um tempo, que fosse. Mas sentia uma imensa necessidade de estar perto dele, talvez pela segurança que me passava, não sei... desde aquele tempo em que nos conhecemos eu sentia uma certa "atração"por ele. Eu era apenas uma criança, e ele amava a namorada dele, porém buscava um amor maior, "cansei de brincadeiras" ele me dizia. 4 ou 5 anos depois, nos encontramos, confesso que fiquei surpresa com sua aparência, e até um pouco assustada no começo. Conversamos, ele me falou coisas bonitas, me deu uma flor, que infelizmente eu a perdi. Depois, na hora do tchau, ele me disse que estava diante dele desde aquele tempo, mas que ele não pôde ver, ou talvez ainda não fosse pra ser, mas que era eu. Pediu uma chance, eu tremi, não sabia o que dizer. Tava indo pra Florianópolis estudar Cinema, cheia de planos, queria deixar tudo pra tráz, e aí apareceu ele, e me balançou demais. Não nos vimos por um tempo. Ele apareceu novamente no MSN, lembro muito bem como eu tava me sentindo quando ele falou comigo. Foi uma surpresa tão grande. Eu tava tão mal naquele dia, tinha tomado uns remédios, tava deprimida, mais uma vez. Foi como um sinal! E então retomamos o contato, fizemos planos. Ele me mandou carta, me ligou. Sempre mantinha contato, sumia por um tempo, depois voltava. Eu não me preocupava, confiava nele cegamente. Me enxi de planos. O mundo que ele me falava era tão belo, e eu queria largar tudo, me sentia tão perdida, apesar de ter amigos tão legais e que hoje são de extrema importância pra mim. Considerei a idéia de trancar a faculdade, ele sugeriu ter calma, disse que me esperaria. Nos encontramos novamente em julho. Eu tremia. Tava tão nervosa. Não sabia o que diria, tinha a impressão de que estava cometendo um erro, e eu não queria fazê-lo sofrer. A verdade é que fiz. E sei que fiz. E não só uma vez, mas três.
Ele fazia meu coração acelerar, mas de alguma forma, eu sentia que aquele não era o momento. E eu queria ter coragem de dizer isso a ele. Pra ter um pouco mais de paciência. Pra não desistir de mim, mas me esperar. Eu amava ele, e eu tinha medo. Medo de como ía ser, medo de perder a minha solidão, medo de deixar de ser quem eu era. E medo de fazê-lo sofrer ainda mais. Pedi que fosse embora, e me senti a pior pessoa do mundo. Pedi que me chingasse, dissesse coisas horríveis, e tudo que ele disse foi "pra quê?". Ele tava lá, e de manhã havia ido embora, sem dizer nada. Exatamente uma semana depois, ele voltou. Acabado, sofrido, desiludido, decepcionado. E o pior, era culpa minha. Eu tinha vontade de abraçar ele e pedir que ficasse, eu conseguiria mudar alguns hábitos dele, eu sei disso. Mas eu tinha medo, e hoje eu vejo que era medo. Ele foi embora de novo... porém não deixou de falar comigo. Acordava de manhã e tinha recados dele no msn, me chamando.
A última vez que nos vimos, ele tinha um brilho nos olhos tão intenso. Um sorriso que parecia de outro mundo. Um sorriso de menino quando consegue alguma coisa, mas ao mesmo tempo, um sorriso triste. Queria conversar. Eu não podia, ou não queria. Lembro dele me dizendo que devia ter brigado comigo... me contou que ía passar o Reveillon no Psicodália, e que ía pra fora do Brasil esse ano. Meu irmão chegou e participou da conversa. Nada mais relacionado a isso. Eu fui pra casa com meu pai, estávamos indo viajar. E é aí que esta a última imagem que eu tive dele, eu estava entrando no carro, ele me olhava, com aquele brilho! Aquela serenidade!!
Eu me arrependo de tanta coisa que eu não disse. Tenho medo de ser a culpada, de ter podido ajudar, e nada ter feito. Tenho medo de esquece-lo. Não quero que se apague o sorriso dele da minha memória. A voz. O ohar, o jeito dele me olhar. Escuto a música e penso, as vezes me lembro de algumas coisas mais que me disse, outras, sinto que vou esquecendo. Ando na rua ainda com a sensação de que vou encontrá-lo. Como quando fui no mercado, eu tava indo, e ele vindo. Me olhando, com aquele sorriso...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Eu to perdida. Você se foi. Assim tão de repente. Deixou o mar te levar, e me deixou... e agora? É como se eu tivesse perdido a minha luz no fim do túnel. Você sabia que no fim era sempre você, não sabia? Era você que eu queria ao meu lado quando estava tudo tão escuro e confuso. Aquilo que eu te falava que faltava, eu mencionei que era você, não?! Era com você que eu planejava ir, assim que tivesse coragem. Me falava tanto da liberdade que sentia viajando, as coisas lindas que via, as pessoas que conhecia.... Eu te admiro tanto!!! ou admirava? Ainda tenho uma esperança tola e ingênua de que não era você naquele caixão. No fundo eu sei que era, mas não quero acreditar. Tão inteligente e determinado, então por que desistiu de mim? E a neve que tu ía me levar conhecer? A África se eu quisesse....por que assim? Por que me deixou? Eu me sinto tão fraca, tão dependente de você, agora que não está aqui. Não consigo pensar em como vai ser... não te ver na poltrona da cozinha, e nem acordar com recados teus no MSN. Não te esperar, e saber que você não está mais por perto. Com quem eu vou contar? Tá doendo tanto...