quinta-feira, 29 de julho de 2010

Aonde estará?
A estrela do céu refletida no mar.
Eu não pude te alcançar.
É como as ondas que sempre passam por mim.
Como o sol me tornando tão fria.
Fui te ver, e não passei do portão.
Levei flores, que murcharam no chão do meu quarto.
O vento me carregou pro caminho de volta.
Não te vi, não te achei, não te procurei.
Há boatos de que não mais estará lá.
Que mudou-se pra um lugar calmo.
Penso que desistiu de mim.
E foi embora sem dizer adeus...
Serenidade é o teu nome.
Saudade é só o que eu sinto.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Como uma criança
Eu me perco em meio as pessoas.
Confundo intenções.
Solto frases desconexas, desejando gritar.
E eu choro...
E eu rio...
E o rio passa.
Chuto os brinquedos.
Estouro um balão.
Não entendo as vozes.
Não quero mais brincar.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

"I'll never look into your eyes again"

7 meses, 16 dias, 2 horas e 15 minutos.
que as vezes parecem anos, se usar como referência a saudade.
7 meses, 16 dias,2 horas e 15 minutos.
que outras vezes parecem segundos...

terça-feira, 13 de julho de 2010

atravessando a rua há um homem
em plena noite de lua cheia
leva nas costas uma mochila
que lhe pesa nos ombros.

larga tudo isso, homem perdido!
é tudo uma mentira,
o que você leva é apenas o que quer ver
nunca é a verdade.

o rosto envelhecido
fome, sono, cansaço
descalço, tremendo
implorando para ser levado
pois não tem coragem de fazê-lo.

larga tudo isso, homem perdido!
é tudo um pesadelo
no qual você jamais acordará
o que você mais temeu, se tornou realidade.

as pessoas partiram,
o coração endureceu ainda mais que na infância
tão frio quanto a temperatura das 6.
nada o aquecerá
nada a trará de volta.

sábado, 3 de julho de 2010

A ficha caiu

A verdade veio a tona

Coisas que eu escondi de mim mesma...

Acontecimentos que minha mente insistia em não lembrar.

Está tudo claro como nunca esteve.


Sinto a saudade sugar todas as minhas forças.

E eu choro... como há tempos não faço.

Eu sinto...


Minhas lágrimas não se comparam a água que percorreu teu pulmão

E minha respiração acelerada, ela não pôde te dar ar.

Meu coração, fraco demais pra manter o teu batendo.

E eu sinto... que as vezes não sinto nada.


Em meio ao mar, as ondas bateram incessantemente

Em uma dia primeiro, de um tal ano recente.

A areia movediça sugando tudo a sua volta

E meu corpo... frio demais pra lhe aquecer.


Minhas lágrimas não se comparam a água que percorreu teu pulmão

E minha respiração acelerada, ela não pôde te dar ar.

De que me basta um coração batendo,

Se eu sinto... que as vezes não sinto nada?


“‘Alcançar a Lua”, ele me disse.

Amanheceu, seguido pela sua partida

Enquanto eu dormia o sono da saudade.

Foi a terceira vez.


Quando embriagada, ainda grito por um nome

É tudo e só, o que as vezes eu desejo.

Calada, com um rosa na mão

Na esperança de que entenda, que pra tudo há um motivo

Mas não pra mim.


Minhas lágrimas não se comparam a água que percorreu teu pulmão

E minha respiração acelerada, ela não pôde te dar ar.

As palavras não revelam as verdades que eu quero lhe dizer

O espelho não mostra, o rosto que eu tanto anseio ver de novo