sábado, 3 de julho de 2010

A ficha caiu

A verdade veio a tona

Coisas que eu escondi de mim mesma...

Acontecimentos que minha mente insistia em não lembrar.

Está tudo claro como nunca esteve.


Sinto a saudade sugar todas as minhas forças.

E eu choro... como há tempos não faço.

Eu sinto...


Minhas lágrimas não se comparam a água que percorreu teu pulmão

E minha respiração acelerada, ela não pôde te dar ar.

Meu coração, fraco demais pra manter o teu batendo.

E eu sinto... que as vezes não sinto nada.


Em meio ao mar, as ondas bateram incessantemente

Em uma dia primeiro, de um tal ano recente.

A areia movediça sugando tudo a sua volta

E meu corpo... frio demais pra lhe aquecer.


Minhas lágrimas não se comparam a água que percorreu teu pulmão

E minha respiração acelerada, ela não pôde te dar ar.

De que me basta um coração batendo,

Se eu sinto... que as vezes não sinto nada?


“‘Alcançar a Lua”, ele me disse.

Amanheceu, seguido pela sua partida

Enquanto eu dormia o sono da saudade.

Foi a terceira vez.


Quando embriagada, ainda grito por um nome

É tudo e só, o que as vezes eu desejo.

Calada, com um rosa na mão

Na esperança de que entenda, que pra tudo há um motivo

Mas não pra mim.


Minhas lágrimas não se comparam a água que percorreu teu pulmão

E minha respiração acelerada, ela não pôde te dar ar.

As palavras não revelam as verdades que eu quero lhe dizer

O espelho não mostra, o rosto que eu tanto anseio ver de novo

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