sexta-feira, 30 de abril de 2010

essa sou eu dançando conforme a música destinada a mim
buscando companhia, quebrando promessas
sou eu dizendo coisas e depois contradizendo-as
com tanto a desejar, e tão pouco a querer
nada pra amar e nada pra odiar
apenas palavras fáceis, e no fim a mesma sensação
noite após noite.



quarta-feira, 28 de abril de 2010

Look at me
I'm so unhappy
Just needing, with no hope
Listening to the rain
Smoking a cigaret
Just Alone
I'm not strong anymore
You woudn't be proud of me,
I'm so sorry
But I miss you so much
And in days like this
All I pray is to feel your presence in me
Your big heart, asking me why
Trusting me when I don't even know what I'm saying
Your desapointed eyes
I'll never forget
I shouldn't ask you to go
I'm so sorry
When I woke up, and didn't find you
I cried, just like I cry now
And I think you have to laugh of me
I'm your joke now
Three times wasnt enough for me
I could do all over again
Just because I'm not like you
I'm not good as you are
Hoje acordei com saudade. Saudade dele, e, como várias vezes já disse, das sensações que ele me passava. A vontade de largar tudo, tendo um lugar pra ir.
Tou me mudando dessa casa, e sei lá... querendo ou não há a memória dele aqui, apesar de ter trocados os móveis de lugar. Ainda o vejo colocando "The Rose" da Janis, pra eu escutar, e elogiando as minhas músicas... ele sabia que eu morava aqui, e poderia voltar, e assim o fez.
Odeio essa tola esperança de que ele ainda está por aí. Eu realmente precisava ter visto o corpo, por mais destruido que estivesse.

Há uma vez dentro de mim que diz: vai em frente, siga a sua vida
mas eu quero paz! um cantinho pra ficar...
e por uma ultima vez te-lo diante de mim

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Haja cigarros para preencher o vazio
E bebidas pra cessar a dor

Caminhei durante horas
Descalça, na chuva
Ora corria, ora simplesmente colocava um pé em frente ao outro
Sem destino
Fugindo ou procurando algo?
Sem pensar
Ignorando os assovios e cantadas dos homens de bar
Me perdi, sem querer me encontrar
Com o celular arremessado em uma poça
Eu sabia que alguém se perguntava aonde eu estaria

A confusão em minha mente
Meu coração dilacerado, mas ainda batendo acelerado

A noite que por tantas vezes fora linda
Desta vez era assustadora
E não só pelo que eu ouvira
Mas pela certeza de que eu não estava exagerando
Não desta vez

A dor que antes eu sentia
Percebi não ser nada
Desesperei
Experimentei um medo que me fez cair de joelhos
Chorando, em choque
Seria verdade?
Teria o mar levado-te?


eu poderia ter passado o dia
quis parar o tempo
"o que fizeram com você?", me perguntou
"só me abraça", pensei, fitando teus olhos

a chuva caía lá fora
como as lágrimas que eu segurava
a tua compreensão seguida de insistência
a minha explicação nunca dita antes

foi chegando a hora de partir
e a urgência por ti, tomando conta de mim
o calor dos teus braços em minha volta
a segurança indo embora

saí pela porta, sem olhar pra trás
com a certeza de que a saudade ficaria
e no dia seguinte lembraria
tornando mais belo algo tão simples
fantasiando frases que talvez nem foram ditas

mas que ao escrever, esquecerei
assim como sempre o faço.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

é uma parada sem descanso
um sono sem dormir
é chuva sem gotas
um caminho sem placas
é sede que não sacia
música que não expressa
um pouco de falta de ar
e um coração disparado
é vento que não bagunça o cabelo
ondas que não se formam
é um mundo em preto e branco
uma visão limitada
rotação.
Sol inesperado
Vento levando tudo que há
Solidão não é carência
E carência não é solidão
Ambas podem coexistir
Porém não saciadas simultaneamente
A vida acontece aqui e agora
Aproveitando ou não
Um rio a correr
Uma pedra inquebrável
O mar ondeando na areia
A planta crescendo
A eterna briga entre o Sol e Lua
A noite e o dia
O tic tac do relógio
O piscar dos olhos
Levantar de manhã
Fazer o café e ir trabalhar
Não é sinal de esperança
E sim de descrença
Frieza
Um minuto por segundo.



sábado, 10 de abril de 2010

quarto vazio
papeis desenhados na parede
cigarro a queimar
no balanço da rede

um novo insenso no ar
e a poltrona intacta
ainda no mesmo lugar

caderno na mesa
lápis na mão
palavras não completam
as lacunas que deixa uma ausência

carta amarrotada
um tanto amarelada
nos olhos lágrimas esgotadas
e o porta-retrato no bidê
as peculiaridades de uma carência
impossível de suprir

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Bagunça existencial, sentimental, emocional, corporal, teórica, empírica, expressionista, fatídica, indefinida, silenciosa, transtornada, acumulada, revoltada, solitária, ambígua, contraditória, mutante, inominal.

O que eu faço com isso?

quarta-feira, 7 de abril de 2010

tempo que não passa
passatempo sem mudança
mudança que nada muda
muda que nunca cresce
crescimento atrapalhado
atrapalhado sem graça
graça sem risada
risada sem sentido
sentido perdido
perdição irônica
ironia sem palavras
palavras silenciosas
silêncio ambíguo
ambiguidade disfarçada
disfarce forçado
força desconhecida
desconhecido a caminho
caminho que nunca chega
chegada que não é fim
fim que na verdade é recomeço
recomeço com cara de meio
meio sozinho
solidão mesmo acompanhada
companhia ...
(...)

sem idéias pra terminar isso...
... mil coisas passando pela minha cabeça, sensações que tive por esses dias passados... saudade de tanta coisa, principalmente de me sentir segura (engraçado que bem na hora que tô escrevendo prote (de protegida), meu celular toca, e adivinha quem é? Meu pai...




terça-feira, 6 de abril de 2010

É tão bom voltar
Pra um simples lugar
que se possa chamar
de lar
e que venha a encontrar
um incenso a queimar
Pink Floyd a tocar
e a cama feita pra deitar
É tão bom chegar
em um silencioso lugar
que se possa gritar
sem ninguém estranhar
um livro pra folhear
papel pra rabiscar
Idéias pra expressar
É tão bom chegar
em um aconchegante lugar
que se possa chorar
ter tempo pra lembrar
se machucar ao sonhar
por não fazer sentido esperar
É tão bom voltar
e pela casa andar
sem ter nada a mudar
o violão tocar
alguns acordes inventar
não precisar falar
e nem cantar
É tão bom voltar
em um tal lugar
que se possa chamar
de lar!


sexta-feira, 2 de abril de 2010

Tô pensando seriamente em tornar esse blog público. Não digo no sentido divulgar, mas sim deixar as pessoas saberem da existência dele, e mais, do endereço para acessarem.
Tô em Dois Vizinhos. Ô cidadezinha pra me confundir, ora estou feliz, ora triste, ora empolgada, ora desesperada jurando não mais voltar. Nunca soube claramente o que sinto, isso é fato, mas aqui... cara, aqui eu sinto tanto, em mínimas frações de minutos, que acaba nada fazendo sentido. É bizarro.
Tava conversando com a Aline antes... contando novidades, "causos". E então disse algo que, sei lá, pra mim era meio indiferente, e ela me olhou e falou: This is sad, I'm sorry.
Saudade...
mas como sentir falta de algo que nem chegou a acontecer?
O calor do abraço que eu não experimentei
E o beijo dado que eu fugi...
Saudade!
Como eu te disse...
Vivo de um passado que poderia ter sido, mas eu não me entreguei
Apenas ilusão...
Lembranças que crio em meus sonhos
Pra não sentir a culpa
E a imensidão do arrependimento
Por não ter tentado...
e por agora ser tarde demais.



quinta-feira, 1 de abril de 2010

Eu não nasci pra isso
Não nasci pr'aquilo
Não fui destinada a você
E nem sequer há um você
Meus romances são inventados
Minhas dores precavidas

Sou mil e uma maneiras de ser
E sei tantas frases que vão lhe fazer sofrer
E os silêncios que te fazem questionar
Eles não tem fim

A música sempre fala por mim
Saindo do mais secreto esconderijo da minh'alma
A porta que eu mesma tranquei, pra nem eu entrar
E agora...
O que há são reflexos do que no passado fui
Sem memórias, encontro refúgio na fuga da incessante busca inconsciente por algo ainda desconhecido
Em um barco em alto mar, que se transforma em areia movediça
Aonde está?





Eu quero ser a mudança já cansada de esperar
O abraço inoportuno, porém sinceramente cedido
O sorriso inocente, na hora que quiser chorar
Eu quero ser a força que ainda há em teu coração
O abrigo que encontra, quando já houver se rendido
Quero estar aqui, aí, e lá
No que foi, é, e no que será

Romantismo inútil.