segunda-feira, 26 de abril de 2010

Haja cigarros para preencher o vazio
E bebidas pra cessar a dor

Caminhei durante horas
Descalça, na chuva
Ora corria, ora simplesmente colocava um pé em frente ao outro
Sem destino
Fugindo ou procurando algo?
Sem pensar
Ignorando os assovios e cantadas dos homens de bar
Me perdi, sem querer me encontrar
Com o celular arremessado em uma poça
Eu sabia que alguém se perguntava aonde eu estaria

A confusão em minha mente
Meu coração dilacerado, mas ainda batendo acelerado

A noite que por tantas vezes fora linda
Desta vez era assustadora
E não só pelo que eu ouvira
Mas pela certeza de que eu não estava exagerando
Não desta vez

A dor que antes eu sentia
Percebi não ser nada
Desesperei
Experimentei um medo que me fez cair de joelhos
Chorando, em choque
Seria verdade?
Teria o mar levado-te?


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