Escrever não tem sido um troço tão fácil, começo e depois perco a linha e nada mais faz sentido. Mas tudo bem, ninguém lê essa coisa mesmo.
sábado, 26 de setembro de 2009
Aqui estou, luzes apagadas desde as 13 horas, quando voltei da faculdade. Escutando Regina Spekor e conversando com o T. E ele me disse que isso passa. Hoje meus pensamentos estão tão desorganizados. E eu venho pensando muito na minha viagem. Tenho vontade de antecipar e faze-la hoje mesmo. E é simples. Quando eu era pequena, queria ser um anjo, minha família costumava dizer que eu era, e então, eu acreditava que era. Tinha na minha mente que se alguém estivesse triste eu tinha o puder de curar. Imaginava ter um bip que avisasse quando pessoas que eu amava estava passando por momento difícil, eu fecharia os olhos e seria teletransportada pra lá. Passei muito tempo achando que tinha o poder de ajudar a pessoas e acalma-las. Depois vi que não era bem assim. Mas não é sobre isso que quero falar. Tenho estado nervosa, nervosa demais e nem sei direito qual é o motivo. Tenho tido esse sonhos, que sempre perco alguém. E acordo com esse sentimento de perda, e qualquer coisa estranha que acontece, vem na minha cabeça milhões de idéias absurdas, como se tivesse acontecendo algo ruim. É horrível, porque não há o que fazer.
sábado, 19 de setembro de 2009
Quem fez ao sapo o leito carmesim
De rosas desfolhadas à noitinha?
E quem vestiu de monja a andorinha,
E perfumou as sombras do jardim?
Quem cinzelou estrelas no jasmim?
Quem deu esses cabelos de rainha
Ao girassol? Quem fez o mar? E a minha
Alma a sangrar? Quem me criou a mim?
Quem fez os homens e deu vida aos lobos?
Santa Tereza em místicos arroubos?
Os monstros? E os profetas? E o luar?
Quem nos deu asas para andar de rastros?
Quem nos deu olhos para ver os astros?
- Sem nos dar braços para os alcançar?
Florbela Espanca
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
Bem, hoje é um dia daqueles, sabe? Tenho saudade, mas o problema não é esse. O problema é que eu me sinto só. Mas o problema também não é esse. O problema é que eu to sozinha porque eu quero estar. o problema é que nada disso me interessa. Certas companhias, eu amo, mas em certos momentos, sei lá... o que eu quero fazer... vai muito além disso. Mas aí entra nas coisas impossíveis para agora. Eu quero o fim da linha, sabe como? O limite. Quero estar no limiar entre a vida e a morte, entre o medo e a felicidade, eu quero o risco, a sensação de poder tudo e não importar nada. Quero liberdade. Quero não me importar com horas. Quero viver da noite. Quero ter algo pra dizer, pra mostrar, e um jeito para fazê-lo. Não preciso de alguém me esperando no fim do dia, preciso de um lugar para ir, sempre um lugar para ir.
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