quinta-feira, 1 de abril de 2010

Eu não nasci pra isso
Não nasci pr'aquilo
Não fui destinada a você
E nem sequer há um você
Meus romances são inventados
Minhas dores precavidas

Sou mil e uma maneiras de ser
E sei tantas frases que vão lhe fazer sofrer
E os silêncios que te fazem questionar
Eles não tem fim

A música sempre fala por mim
Saindo do mais secreto esconderijo da minh'alma
A porta que eu mesma tranquei, pra nem eu entrar
E agora...
O que há são reflexos do que no passado fui
Sem memórias, encontro refúgio na fuga da incessante busca inconsciente por algo ainda desconhecido
Em um barco em alto mar, que se transforma em areia movediça
Aonde está?





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