sábado, 26 de junho de 2010

Vai, me diz
Pra que fugir tanto?
Como se algo a perseguisse! - mas não há nada!
O que fica são as expressões decepcionadas, as rugas de preocupação,
a boca semi aberta, prestes a perguntar
esses nunca saem da memória
o som distorcido dos passos se distanciando
o tic tac ilusório, a pressa pra alcançar algo em que nada sabe a respeito
só que não é nada presenciado até o momento
talvez seja justamente o desconhecido, que em tão pouco tempo familiariza-se conosco

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