segunda-feira, 30 de maio de 2011

Como se em 24 horas coubessem 10 dias e em 10 dias houvessem apenas estradas verticais, e um único elevador.
Ou você para no topo, ou é atirado ao fundo.
Como se eu um único dia vivessem 10 semanas.
E em 10 semanas, haveriam 10 aves que voam sempre na mesma direção, apenas mudando a altura.
Como se a altura fosse torta.
Quem sabe não há espaço para a gravidade,
e quem sabe os sonhos sejam apenas um meio de sair da inércia.
A realidade não alimenta a alma.
A alma não basta pro coração bater.
E sem o coração, a alma se perde.
Quando não houve calor, a alma cessou.
E no gélido frio, o cachorro se escondeu por debaixo dos jornais.
Jornais que mentiam o dia, o mês e o ano.
Escritas que não dizem nada, silêncios que abençoam amores destinados a morrer em menos de 24 horas.
Força que se busca, apego ao passado por não haver nada pra lutar no presente.
A música que toca, toca, toca.
Os dedos que se movimentam arriscando palavras, tentando expressar o sentimentos, que esse desejo da alma, do corpo, do coração ou do espírito, de falar, de gritar bem alto,
para que eu mesma aceite,
para que eu mesma respeite...
Esse sopro que faz o coração.
Ele tenta por mim, pois as forças da mente cessaram.
O brilho no olhar já não há.
A porta se fechou, as janelas foram cadeadas.
Ora branco,
ora preto.
Ora eu ,
ora nada.
O mar que me desafia a adentra-lo.
O homem que me diz não vá.
Como se houvessem 365 horas em 7 dias da semana.
Como se coubesse 7 bilhões de vidas em apenas 24 horas por dia.
Cada um por si.
Contanto as 24 horas de cada uma das 7 bilhões de vida...
seriam 168 bilhões de horas.

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