domingo, 29 de maio de 2011

Durante muito tempo tudo o que eu tinha a dizer era "eu não sei..."
Por tantas horas refleti sobre o que eu sabia, interiormente e exteriormente.
Chegando a mesma conclusão, vez após vez, eu não sei, nunca soube, e acredito que jamais saberei!
Mas quem é que vai dizer?
Qual é o critério utilizado para medir a sabedoria de alguém?
E se Einstein por acaso inventou um "sabedômetro", e, vendo a desigualdade que este causaria, destruiu o aparelho?
Sócrates sabia o quão gênio foi ao dizer "Sei que nada sei" ?
Idolatrado, admirado... É bonito não saber nada? Ser puro ou ser forte e guerreiro.
Experiente ou Aprendiz?
Mas como se julga quem sabe mais e quem sabe menos?
Como decifrar os sinais que nossos atos emitem a cada batida do coração, que chora, que se esforça, para que os anos se extendam,
com a solitária presença de mais uma alma na terra, destinada a aprender mais, e mais, e mais?
O cansaço vem, e ainda há lições pra se aprender, muito maiores do que física e geografia.
Há sentimentos. E isso não se ensina nas escolas.
'Sei que nada sei' sobre o sentimento alheio. Mal sei sobre o meu,
e suponho que o deles, a emoção que eles sentem, seja parecidas com a minha.
Mas ainda assim, só eu chorei quando o cachorro morreu.
E só eu dei um prato de comida ao senhor magro que bateu a minha porta.
Nós vivemos tanto, que as vezes esquecemos das coisas mais simples, das pequenas maravilhas do dia-a-dia,
e principalmente,
do poder que temos de animar o dia de alguém.
Receber um sorriso alheio, com os olhos vidrados em ti.
Não consigo pensar em nada que valha tanto....


Um Sorriso Para Um Sorriso.

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