segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Só tenho escrito merdas ultimamente. Alias, só tenho feito merdas da minha vida, ultimamente. Não, ultimamente não. Desde sempre, penso eu. Nunca me dediquei a nada, de fato. Só aquele trabalho naquele festival de merda. Aquilo sim eu me dei por inteira. E que diferença faz? Esse peso na minha consciência por já ter 20 anos na cara e não ter feito porra nenhuma da vida. A gente passa tanto tempo sentindo, e lamuriando, e escrevendo inutilidades que ninguém nunca lerá, que se esquece de viver de verdade. E passa cada segundo, de cada hora de cada dia, se perguntando como poderia ser, porque assim não é nada. É um vazio. Uma bolha que você se enfiou dentro, e agora não há mais como sair. Um labirinto, você está preso num labirinto! Caminhos escuros, versos sem rimas. Céu sem cor. Que lugar é esse? Na verdade eu sabia que após sair da casa dele, assim que eu chegasse na minha, eu sentiria tanto a sua falta, que veria tudo desmoronar all-over-again. FUCKING-over-again.
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