Me pergunto se alguém de fato me conhece, como eu penso conhecer meus amigos. Se quando eu precisar haverá um colo alheio, pra eu não cair diretamente no profundo buraco. Me surprendi na quinta-feira passada, bom, talvez eu devesse dar mais valor as minhas "premonições". O que aconteceu foi que, com todos os sentimentos intensificados e as perguntas cada vez me perturbando mais, me senti no limite. E eu não estava sozinha, fui falando, chorei, escutei, os animais pareciam poder ouvir tudo o que falávamos, e presenciar um momento escrito pra acontecer.... mas mais uma vez, o dia amanheceu.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Engraçado como houve um tempo em que achava minha vida um tédio, onde nada de interessante acontecia, apenas aquela rotina chata e diária. De vez em quando me apaixonava, mas era como se eu não fosse boa o suficiente, e isso doía. Não só o fato de não ser aceita, pois eu não me importava tanto com isso, o que me partia em mil pedaços era a solidão. Sonhava com um amor verdadeiro e eterno, que vencesse tudo e todos, e, claro, a responsabilidade dessa expectativa é das comédias românticas que eu assistia com a queridíssima Aline. O tempo foi passando, e eu sempre naquele clichê sentimental: um vázio dentro de mim... O que mudou foi a forma em que passei a lidar com tais acontecimentos, ou com a falta deles. Temo ser uma pessoa fria. Hoje, com quase 19 anos, ainda me flagro sonhando, e tais sonhos transformo em estórias, e talvez com elas preencho as lacunas da minha vida, ou pelos menos parte delas. Percebo que vivo em um mundinho particular, e raramente abro as portas pra me visitarem. Meu lado externo não é mais como antigamente, tem horas que imploro pra vida parar de acontecer, e chego a conclusão de que quando tu pára de ir atrás, de alguma maneira, as coisas vêm até você.
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