sábado, 28 de janeiro de 2012
Sobre os planos que ficaram para traz, e as mentiras que afetaram todo um presente, acarretando num futuro incrédulo. Sobre as mágoas que tentamos não guardar, e o perdão que sai do fundo do coração, porém não altera a dor que ainda causa. Sobre os cafés e cigarros, cigarros e drinks, drinks e confissões. Noites viradas, manhãs ensolaradas, tardes sentadas imóveis no sofá. O tempo não volta. Os erros não foram cometidos sozinhos, e ao questionar minha sanidade, descobri o que não preciso. Me sinto só. dos pés a cabeça. Da mente ao coração. Como sempre foi durante toda a vida. Experimentei por alguns momentos a doçura da aceitação, do respeito, da reciprocidade. Para depois conhecer o sofrimento, que me derrubou por dias e dias nesta cama. Não resta mais nada, além de continuar. Não sobrou mais nada, além do amor e o desejo de alterar todos os últimos acontecimento, e voltar a ser o que era antes. Mas não cabe a mim. Mas não cabe a ninguém. Nem ao menos há a certeza do arrependimento. Se pelo menos quisesse mudar!
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