quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sobre as tantas experiências que não vivenciei
E as muitas pontes que atravessei
Não foram capazes de me coagir a ser uma nova pessoa

Mas mudo a cada instante?

No entanto, continuo sendo a mesma.
Em meus estados de espírito que variam conforme a música
Eu não sou quem sou.

As quatro paredes deste quarto
O cheiro que fica no travesseiro
Lágrimas que n´outro dia rolaram
Hoje eu não habito em mim
Hoje eu não pertenço a esta criatura na qual me movimento

É tudo mutação.
Inquietação.
Isolamento de portas e janelas abertas

Eu,
Que sempre calei quando precisei dizer.
E que gritei com lábios cerrados
E que implorei sem me ajoelhar
Por orgulho.

Mero ser vivo neste planeta que tão logo não existirá

Há tanto a ser dito
E eu não sei mais distinguir o certo do errado
Construí muros?

Inexistência de meu ser
Fraqueza nos meus sonhos

A vida é este mar a ir e vir
As ondas que nos jogam de um lado para o outro
E pra quê?

Meus vinte anos de derrota
Vinte invernos
Poucas primaveras.

Eu não habito em mim
Eu continuo sem saber
Quem sou.





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