terça-feira, 20 de dezembro de 2011

E não há mais nada

Não há sorrisos na rua,
Não há mãos para dar
Não há abraço que me segure

Não há flor para cheirar
Não há corpo para amar
Não há luz mais por aqui

Não há passos no corredor
Não há chuveiro ligado
Não há música na vitrola

Não há cortina aberta
Não há porta aberta
Não há presença na cama

Não há.

Não há livro emprestado
Não há pernas cruzadas
Não há toalha sobre o lençol

Não há.

Não há camisa xadrez
Não há frutas na tigela
Não há mais nada.

Não há cores nas paredes
Não há conversas ao telefone
Não há mais ele

Não há mais nós.

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