E não há mais nada
Não há sorrisos na rua,
Não há mãos para dar
Não há abraço que me segure
Não há flor para cheirar
Não há corpo para amar
Não há luz mais por aqui
Não há passos no corredor
Não há chuveiro ligado
Não há música na vitrola
Não há cortina aberta
Não há porta aberta
Não há presença na cama
Não há.
Não há livro emprestado
Não há pernas cruzadas
Não há toalha sobre o lençol
Não há.
Não há camisa xadrez
Não há frutas na tigela
Não há mais nada.
Não há cores nas paredes
Não há conversas ao telefone
Não há mais ele
Não há mais nós.
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