Retorno ao ponto de minha partida
Em que nada sou, nada fui, nada serei
Retomo a estrada a lugar algum
Carregando o peso da existência de um sonho nulo
Um respirar incompleto
Exposto
Doente
E
Na cama vazia
A presença antiga
Do amor insano
A carência louca
De um peito aberto
Mas não há
Minha mente vaga
Meu corpo espasma
Até onde foi o poder da sua cura?
Na inocên
cia de um sorriso
No silêncio castigado
Buscando a certeza
Almejando o abrigo
Mas não há
E
Desacreditada
Incrédula
Os pés ancorados
Numa realidade crua.
Não há
Não há mais nada
Além disso
Isso...
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