Meus frutos caíram
Após o outono passar.
Murchos, e sem vida.
Apodrecidos no gramado seco.
Meus frutos caíram
Queimados pela geada que está a caminho.
As folhas secas pisoteadas pelos pés gigantes
dos caminhantes solitários.
Meus frutos caíram
Insípidos aos homens
Intocável a mim.
Meus frutos caíram
E eu já não tenho nada.
Incompreendida a mim
Calada aos outros.
Meus frutos caíram
Podres por dentro,
Podres por fora.
Semeados sem seiva
Colhidos tarde demais
Meus frutos caíram
E eu não me restou nada.
Nada,
nada.
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