Mais uma etapa, talvez a mais critica de todos que passei.
Remédios e mais remédios.
Me olho no espelho, e adivinha?! Quem sou eu?
Como foi que cheguei a este ponto?
Larguei tudo, pra não dizer que desistir tudo.
E alguém por favor me diz o que é que eu tenho? Médicos tem disso, né. Vão nos ouvindo e ouvindo, e depois ficam receitando umas droguinhas em cápsulas.
Confesso que estou atordoada.
Enfim, fica um trecho do livro Cancioneiro de Fernando Pessoa, que estou lendo.
"Ah, como esta hora é velha!... e todas as naus partiram!
Na praia só um cabo morto e uns restos de vela falam
De longe, das horas do Sul, de onde os nossos sonhos tiram
Aquela angústia de sonhar mais que até pra si calam....
O palácio está em ruínas... Dói ver no parque o abandono
Da fonte sem repuxo... Ninguém ergue o olhar da estrada
E sente saudade de si ante aquele lugar-Outono....
Esta paisagem é um manuscrito com a frase mais bela cortada.... "
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